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Casos de violência de reincidentes expõem falhas no sistema judicial e alimentam debate sobre responsabilidade de juízes

 

Marvina Hardy

Uma onda de crimes violentos cometidos por reincidentes com longas fichas criminais está reacendendo o debate sobre a “porta giratória” da justiça em vários países. No último caso que ganhou repercussão internacional, a criminosa Marvina Marie Hardy, de 40 anos, com 23 prisões anteriores e 70 acusações, esfaqueou uma mulher grávida de 38 anos em plena luz do dia em um estacionamento de Charlotte, na Carolina do Norte. A vítima, que carregava compras com o filho de três anos ao lado, foi atingida no esterno com uma faca de cozinha; ela e o bebê estão fora de risco. Hardy, que fugiu para a Flórida, só foi localizada graças a denúncias da população e imagens de câmeras. 

Casos semelhantes se multiplicam. Em Chicago, um homem recém-saído da prisão ameaçou matar pessoas brancas com martelos em um trem do metrô, enquanto outro criminoso com 72 passagens pela polícia ateou fogo a uma mulher na linha Blue. No Connecticut, Tyree Smith — que em 2012 assassinou e canibalizou um morador de rua — foi libertado condicionalmente após dez anos em hospital psiquiátrico por “progresso clínico”. Esses episódios ilustram um padrão: juízes e políticas de “justiça branda” liberam predadores reincidentes, priorizando reabilitação em detrimento da segurança pública.

Diante da repetição de tragédias evitáveis, cresce mundialmente a pressão por responsabilizar magistrados que soltam criminosos perigosos. Nos Estados Unidos, republicanos no Congresso apresentaram projetos de lei que permitem processar juízes por negligência grave em decisões de fiança ou sentença. No Brasil, o tema também ganha força: o CNJ já puniu desembargador que soltou líder do PCC, e nas redes sociais multiplicam-se vozes exigindo que juízes respondam pelos danos causados por réus soltos indevidamente.

“Misericórdia ao culpado é crueldade com o inocente”. A população, cansada de ver monstros devolvidos às ruas, cobra cada vez mais que os mesmos juízes que abrem as celas sejam cobrados quando o sangue volta a correr. O questionamento é claro: até quando?


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