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O risco oculto das reservas de mísseis iranianas

 


Enquanto Estados Unidos e Israel intensificam os ataques contra os locais de lançamento de mísseis iranianos, Teerã continua respondendo com seus arsenais — e isso preocupa analistas de segurança. Segundo o Wall Street Journal, apesar dos bombardeios coordenados sobre infraestruturas militares iranianas, os mísseis continuam sendo lançados em cadência suficiente para sustentar um conflito prolongado. A pergunta que paira nos gabinetes de inteligência ocidentais não é se o Irã tem capacidade de resposta, mas o que exatamente ainda não foi usado.

A hipótese mais alarmante é que o Irã esteja deliberadamente preservando seus sistemas mais avançados — possivelmente mísseis balísticos de maior alcance, precisão e capacidade de penetrar defesas como o Iron Dome e o sistema Arrow. Ao utilizar armamentos de geração anterior nas fases iniciais do conflito, Teerã adotaria uma estratégia clássica de desgaste: forçar o adversário a consumir interceptores caros e revelar lacunas nos sistemas de defesa antes de lançar o golpe mais sofisticado. Essa lógica militar não é nova, mas aplicada à escala do arsenal iraniano, representa um cenário de escalada significativo.

O impasse atual revela um dos dilemas centrais do conflito: destruir capacidade de lançamento não é o mesmo que neutralizar o potencial de guerra. Enquanto os ataques ocidentais e israelenses focam em infraestrutura visível, mísseis armazenados, dispersos ou em silos móveis permanecem fora do alcance imediato. Se o Irã de fato guarda sistemas mais letais para um segundo ato, o conflito pode estar apenas em seu prólogo — e a janela para uma solução diplomática, se estreitando rapidamente.

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