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Ataque de EUA e Israel atinge principal fonte de água em Haftgel, no Irã; Teerã promete retaliação

 

O ataque ao reservatório de água ocorre em um momento em que o conflito continua a se intensificar em toda a região.

Um ataque conjunto atribuído aos Estados Unidos e a Israel atingiu uma importante fonte de água na cidade de Haftgel, localizada na província iraniana de Khuzistão, no oeste do país. De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, que cita um oficial de segurança local, o alvo foi uma instalação vital de armazenamento e distribuição de água, com capacidade superior a 10 mil metros cúbicos. Não há relatos imediatos de vítimas, mas a destruição parcial da infraestrutura pode comprometer o abastecimento para milhares de residentes na região, já afetada por anos de sanções e tensões regionais.

O incidente ocorre no 29º dia de uma escalada bélica entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026. Fontes iranianas descrevem a ação como parte de uma série de bombardeios que visam não apenas instalações nucleares e energéticas, mas também redes civis de água e eletricidade. Autoridades em Teerã acusam Washington e Tel Aviv de “terrorismo de Estado” e de tentar provocar uma crise humanitária ao atacar recursos essenciais para a população.

Em resposta, o Irã prometeu uma retaliação “de alto custo”. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que o país cobrará um “preço pesado” pelos ataques, enquanto o regime reforça sua postura de que não ficará inerte diante de agressões à sua soberania e infraestrutura civil. Analistas internacionais alertam que a mira em fontes de água pode intensificar o conflito, transformando recursos básicos em armas de guerra.

O episódio ainda não foi confirmado oficialmente por Washington ou Jerusalém, que mantêm silêncio sobre as operações específicas. Enquanto isso, a agência Al Jazeera e outras mídias internacionais acompanham o desenrolar dos eventos, com a comunidade internacional pedindo moderação para evitar uma catástrofe humanitária maior no Oriente Médio. A situação permanece fluida, com risco de novas escaladas nas próximas horas.


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