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Uruguai avança com reforma do CPP que facilita liberdade antecipada para crimes graves e sexuais

Até 50% dos data centers planejados para 2026 serão atrasados nos EUA

 


O boom da inteligência artificial nos Estados Unidos está prestes a sofrer um duro golpe. De acordo com relatórios da Bloomberg e da Sightline Climate divulgados esta semana, até 50% dos data centers programados para entrar em operação em 2026 enfrentam atrasos ou até cancelamentos.

O principal vilão? A escassez crítica de equipamentos elétricos essenciais: transformadores, switchgear e baterias de grande porte. Dos cerca de 16 gigawatts de nova capacidade planejada para este ano, apenas um terço está efetivamente em construção. O restante depende de peças que simplesmente não chegam a tempo.

“Se uma peça da cadeia de suprimentos atrasa, o projeto inteiro para”, explicou um executivo do setor à Bloomberg. E a peça que mais falta é justamente a infraestrutura elétrica – o “coração invisível” que alimenta os servidores de IA.

Os números são impressionantes: as importações americanas desses equipamentos dispararam para US$ 411 bilhões em 2025, um salto de 78% desde 2020. Mesmo assim, a demanda gerada pelos data centers de gigantes como Microsoft, Google, Amazon e Meta supera em muito a oferta global. A China, principal fornecedora, tem prazos de entrega que agora chegam a 5 anos para transformadores de alta voltagem.

O problema não para por aí. A rede elétrica americana também está pressionada pelo crescimento de carros elétricos, aquecimento residencial e outras demandas. Resultado: o maior obstáculo para a expansão da IA não é mais chip ou dinheiro – é energia.

Algumas big techs já buscam soluções alternativas: construir usinas próprias (inclusive nucleares), negociar diretamente com concessionárias de energia ou reativar plantas antigas. Mas especialistas alertam: sem uma expansão urgente da manufatura doméstica de equipamentos elétricos, o “sonho da IA” pode se transformar num “gargalo da IA” ao longo de 2026.

Enquanto o mundo discute quem vai dominar a corrida da inteligência artificial, a realidade é mais simples e brutal: quem conseguir os transformadores primeiro, vence.

Fontes: Bloomberg (1º/abr/2026), Sightline Climate Data Center Outlook 2026 e dados oficiais de importações dos EUA.


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