Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Ataque supostamente iraniano atinge petroleiro kuwaitiano no porto de Dubai

 

A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) informou que o navio-petroleiro kuwaitiano Al-Salmi, carregado com petróleo bruto, foi atingido por um drone iraniano por volta das 17:10 desta segunda-feira (30 de março de 2026) enquanto estava ancorado na área de manobra do porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o comunicado oficial da estatal kuwaitiana, o ataque causou danos no casco da embarcação, incêndio a bordo e risco de vazamento de óleo para as águas circundantes. Não há registro de feridos entre a tripulação, e equipes de emergência já foram mobilizadas para conter o fogo e avaliar os estragos.

Até o momento, o Irã não assumiu publicamente a autoria do ataque ao Al-Salmi. A acusação partiu exclusivamente da KPC, que classificou o incidente como “ataque direto”. O episódio ocorre em meio à escalada de tensões no Golfo Pérsico, que já afetou várias embarcações e instalações de exportação de petróleo na região desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em março de 2026.

Paralelamente, a agência estatal iraniana Mehr e o Quartel-General Khatam al-Anbiya divulgaram um duro aviso: qualquer tropa americana enviada à ilha de Kharg (principal terminal de exportação de petróleo do Irã) “se tornará presa para os tubarões do Golfo”. O tom belicoso reforça a estratégia iraniana de ameaças preventivas, enquanto o preço do petróleo Brent reage com alta superior a 3% nos mercados internacionais.

O incidente no porto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, levanta novas preocupações com a segurança da navegação e do suprimento global de energia. Autoridades kuwaitianas e emiratenses ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.


Comentários

Mais populares da semana

Racha na direita: Flávio Bolsonaro vota a favor da lei anti-misoginia, mas Eduardo ataca projeto e expõe fissura na família

  O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a misoginia, equiparando o ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo. A proposta, que altera a Lei do Racismo para prever pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa, foi aprovada por unanimidade (67 votos a favor e nenhum contra) e agora segue para a Câmara dos Deputados. A bancada inteira do PL no Senado, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), votou a favor da matéria, após pressão da opinião pública e da maioria no plenário. Dias antes da votação, Flávio Bolsonaro havia sido um dos autores de um requerimento que buscava adiar a análise do texto em plenário, alegando viés ideológico e risco à liberdade de expressão. O recurso, assinado por outros senadores da oposição como Eduardo Girão, Magno Malta e Carlos Portinho, foi superado, mas expôs a resistência inicial da ala bolsonarista à proposta. A articulação contrária havia sido criticada por parlamentares de esquerda como tentativa de p...

A Noruega trocou livros por tablets — e se arrependeu

  A Noruega enfrenta uma crise educacional que ela mesma reconhece ter contribuído para criar. Em 2016, o município de Oslo decidiu distribuir iPads a crianças a partir dos 5 anos ao entrarem na escola — sem controles parentais e com pouca estrutura pedagógica para o uso dos dispositivos. Livros foram gradualmente substituídos nas salas de aula, e o engajamento dos alunos com a leitura passou a cair de forma consistente. Os dados do PISA, exame internacional da OCDE aplicado a estudantes de 15 anos, revelam o impacto. A nota norueguesa em leitura caiu de 513 pontos em 2015 — seu pico histórico — para 477 pontos em 2022, ficando praticamente na média da OCDE (476 pontos). A queda foi severa, mas está longe de ser a pior do ranking: o país ficou em torno da 22ª posição entre os 81 países participantes do PISA 2022, bem distante do último lugar. Pesquisadores da Universidade de Oslo alertam ainda que o engajamento com a leitura de livros foi substituído por leitura de telas — e os dad...

PSIX: a ação pimentinha do setor de IA volta a atrair olhares com preço atrativo

  A ação da Power Solutions International (PSIX), a “pimentinha” do setor de inteligência artificial, vem ganhando destaque novamente entre investidores. Especializada em sistemas de energia para data centers, a empresa se beneficia diretamente do boom da IA, que exige cada vez mais infraestrutura de alto desempenho. Com a expansão acelerada dos gigantes da tecnologia, PSIX tem sido vista como uma das apostas mais quentes para quem busca exposição indireta ao crescimento explosivo da inteligência artificial. Nos últimos quase 12 meses, a ação tem oscilado entre US$ 50 e US$ 100, refletindo a volatilidade típica de papéis ligados ao setor de tecnologia. Após um pico próximo aos US$ 120 no segundo semestre de 2025, o papel corrigiu e agora negocia em torno de apenas US$ 60. Analistas consideram esse patamar um ponto interessante de entrada, especialmente para investidores de longo prazo que acreditam no potencial dos data centers movidos a IA. Com o recente avanço em contratos de ene...