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Ataques a universidades iranianas escalam tensões no Oriente Médio

 Em meio à guerra em curso entre Irã, Estados Unidos e Israel, dois campi universitários em Teerã foram atingidos por ataques aéreos atribuídos a forças americanas e israelenses na noite de sexta para sábado (28 de março de 2026). As instituições afetadas incluem a Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, onde edifícios de pesquisa sofreram danos significativos, com imagens de destroços e escombros circulando nas redes sociais. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) classificou os bombardeios como um ataque deliberado à infraestrutura acadêmica iraniana.

De acordo com relatos da mídia estatal iraniana e agências como Anadolu e AFP, não houve vítimas fatais dentro dos campi universitários. No entanto, ao menos cinco pessoas morreram nas proximidades durante a onda de ataques. Assim, inocentes morreram sim na vizinhança imediata dos bombardeios, embora as universidades propriamente ditas tenham registrado apenas danos materiais. O incidente faz parte de uma série de ofensivas que já causaram centenas de mortes civis em instalações educacionais e hospitalares no Irã desde o início do conflito.
Em resposta, o IRGC emitiu um alerta direto neste domingo (29): universidades americanas e israelenses no Oriente Médio foram declaradas “alvos legítimos” de retaliação. A Guarda Revolucionária exigiu que o governo dos EUA condene oficialmente o bombardeio às instituições iranianas até o meio-dia de segunda-feira (30 de março, horário de Teerã), sob pena de ataques. Funcionários, estudantes e civis próximos foram orientados a manter distância mínima de um quilômetro dos campi americanos na região, incluindo filiais no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.
A ameaça marca uma perigosa expansão do conflito para o setor educacional, transformando universidades em alvos militares. O IRGC afirmou que, sem a condenação exigida, instituições como a New York University em Abu Dhabi e outras filiais americanas no Golfo poderão sofrer represálias diretas. O ultimato ocorre enquanto o Irã registra mais de 600 instalações educacionais danificadas desde o início da guerra.
Especialistas alertam que a escalada pode gerar um ciclo de retaliações imprevisível, colocando em risco milhares de estudantes e professores estrangeiros no Oriente Médio. Até o momento, Washington não se manifestou sobre a exigência iraniana. O episódio reforça o caráter total da guerra atual, onde nem mesmo ambientes acadêmicos escapam do fogo cruzado.

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