Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

China pode estar produzindo em massa drones suicidas no estilo iraniano — novas imagens revelam ameaça emergente

 


Em dois conflitos distintos — a guerra entre Rússia e Ucrânia e a operação dos EUA e Israel contra o Irã — um elemento comum se destaca: o uso generalizado de drones suicidas (kamikazes) de baixo custo.

No Oriente Médio, o enxame de drones suicidas, os lançamentos em salva de mísseis e a guerra eletrônica implantados pelo Irã estão expondo os limites dos sistemas de defesa aérea dos EUA e de seus aliados, cujos mísseis interceptores custam milhões de dólares por unidade. A "Operação Epic Fury", em andamento, carrega o risco de se tornar uma guerra de atrito para os EUA e seus aliados. Relatórios sucessivos indicam que os estoques de interceptadores de mísseis estão se esgotando.

O cerne da questão é que os drones suicidas de baixo custo estão reescrevendo a lógica econômica da guerra. O cenário em que um drone iraniano de cerca de 20 mil dólares é neutralizado com um míssil interceptador que ultrapassa 1 milhão de dólares não é sustentável a longo prazo.

E agora, esse problema está prestes a entrar em uma fase ainda mais grave. Surgiram novos relatos de que empresas privadas chinesas estariam produzindo em massa drones do tipo Shahed.

Imagens publicadas na plataforma de vídeos Douyin e divulgadas pelo jornal britânico The Sun mostrariam o que parece ser a produção em larga escala de drones do tipo Shahed em fábricas na China.

Em resposta a esses relatos, o ex-ministro de Estado de Segurança do Reino Unido, Tom Tugendhat, alertou no X (antigo Twitter): "Drones Shahed destinados ao Irã e à Rússia estão sendo produzidos em massa na China. Não é surpreendente, mas demonstra mais uma vez que Pequim apoia a operação de Moscou para matar crianças ucranianas."

Por sua vez, os EUA também estão respondendo a essa tendência, com a implantação em combate do sistema de ataque não tripulado de baixo custo LUCAS (Low-Cost Unmanned Combat Attack System), semelhante ao Shahed.

Nas últimas semanas, os ataques de drones suicidas iranianos passaram a ter como alvo infraestruturas civis — de data centers a edifícios de grande altura —, provando que o campo de batalha não se limita a uma única região. Para o Ocidente, isso representa um alerta grave: a possibilidade de que esses drones um dia sobrevoem o próprio território dos Estados Unidos começa a ganhar contornos de realidade.

Comentários

Mais populares da semana

Negociações podem ser disfarce para operação terrestre contra o Irã, alerta Conselho de Segurança da Rússia

  De acordo com o canal russo RT , o Conselho de Segurança da Rússia afirmou que as negociações em curso no Oriente Médio podem estar servindo como “capa” para o planejamento de uma operação terrestre contra o Irã. A declaração, divulgada nesta quarta-feira, sugere que os diálogos diplomáticos seriam uma distração enquanto preparativos militares avançam em segredo. As forças dos Estados Unidos na região continuam em forte expansão, com movimentações de tropas e aeronaves de transporte observadas nos últimos dias. Interpreta-se o aumento como indício de que Washington estaria se preparando para uma possível ação em solo iraniano, apesar das conversas públicas. O surto de forças americanas na região ocorre em meio a tensões elevadas entre Irã, Israel e aliados ocidentais. O movimento contradiz o tom conciliatório das negociações e reforça a narrativa de que o verdadeiro objetivo seria uma operação militar em grande escala. Até o momento, nem o Pentágono nem o governo iraniano se pron...

A Noruega trocou livros por tablets — e se arrependeu

  A Noruega enfrenta uma crise educacional que ela mesma reconhece ter contribuído para criar. Em 2016, o município de Oslo decidiu distribuir iPads a crianças a partir dos 5 anos ao entrarem na escola — sem controles parentais e com pouca estrutura pedagógica para o uso dos dispositivos. Livros foram gradualmente substituídos nas salas de aula, e o engajamento dos alunos com a leitura passou a cair de forma consistente. Os dados do PISA, exame internacional da OCDE aplicado a estudantes de 15 anos, revelam o impacto. A nota norueguesa em leitura caiu de 513 pontos em 2015 — seu pico histórico — para 477 pontos em 2022, ficando praticamente na média da OCDE (476 pontos). A queda foi severa, mas está longe de ser a pior do ranking: o país ficou em torno da 22ª posição entre os 81 países participantes do PISA 2022, bem distante do último lugar. Pesquisadores da Universidade de Oslo alertam ainda que o engajamento com a leitura de livros foi substituído por leitura de telas — e os dad...

Hipocrisia da Anthropic exposta: usou livros piratas para treinar Claude e agora aciona DMCA contra vazamento de código

  A empresa de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, fechou em setembro de 2025 o maior acordo de direitos autorais da história ao pagar US$ 1,5 bilhão a autores e editoras. O motivo: a companhia baixou ilegalmente milhões de livros de sites piratas como Library Genesis (LibGen) e Pirate Library Mirror para treinar seus modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup confirmou que a Anthropic sabia que o material era pirata e chegou a armazenar mais de 7 milhões de cópias digitais, configurando violação de copyright clara, apesar de ter defendido o uso de obras para treinamento de IA como “fair use” em outros aspectos do processo. Durante anos, a Anthropic se posicionou como a “empresa ética” do setor de IA, criticando abertamente práticas predatórias de concorrentes e prometendo desenvolvimento responsável. Seus fundadores, incluindo ex-executivos da OpenAI, reforçavam publicamente a importância de respeitar criadores e direitos autorais. No entanto, do...