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Crise energética na Ásia se agrava e petróleo Brent chega aos US$ 115


 O preço do petróleo Brent disparou acima de US$ 115 por barril neste domingo, registrando um dos maiores saltos recentes no mercado global de energia. Dados consolidados de bolsas internacionais mostram que o barril atingiu US$ 115,44, com alta de mais de 2% em um único dia, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio. O conflito entre Irã e Israel, com ataques de mísseis e disrupções na produção e no transporte via Estreito de Ormuz, fechou a lacuna entre os preços físicos e os contratos futuros, transformando o petróleo em um ativo de extrema volatilidade.

A crise energética na Ásia ganha contornos dramáticos nesse patamar de preços. China e Índia, principais importadoras e motores da manufatura mundial, enfrentam margens industriais em colapso, com risco real de racionamento de energia e paralisação de fábricas. Países como Tailândia já adotam medidas de conservação, incluindo semanas de trabalho reduzidas, enquanto a demanda por petróleo spot pressiona refinarias. O que começou como preocupação inflacionária agora ameaça cadeias de suprimentos inteiras, elevando custos de transporte e bens de consumo em todo o continente, conforme relatórios de agências como Reuters e BBC.

Em escala global, o choque no Brent ameaça reacender pressões inflacionárias e frear o crescimento econômico. Analistas de instituições como Trading Economics alertam que, sem avanços diplomáticos ou aumento da oferta em outras regiões, o impacto pode se estender a mercados emergentes e desenvolvidos, afetando desde o custo de vida até decisões de política monetária. O episódio reforça como conflitos geopolíticos distantes reverberam diretamente na economia cotidiana, posicionando o petróleo como termômetro da instabilidade mundial.

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