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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Deputada pinta o rosto de preto na Assembleia de SP para questionar identidade transgênero

 


Na última quarta-feira, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro, de 32 anos e filiada ao Partido Liberal, protagonizou um gesto polêmico durante sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em protesto à nomeação de Erika Hilton — deputada federal trans e negra, pelo PSOL — para uma posição na Câmara dos Deputados, Fabiana pintou o rosto de preto ao vivo, em plena tribuna.

O ato foi uma analogia direta ao debate sobre identidade de gênero. "Sou uma mulher branca. Tive os privilégios de uma pessoa branca a vida toda. Agora, aos 32 anos, decido me pintar, me disfarçar de negra… e pergunto: eu me tornei negra? Sinto a dor que os negros sofreram? Não", disse a parlamentar, deixando clara sua intenção de usar o blackface como metáfora contra o que chama de "ideologia de gênero".

O vídeo rapidamente viralizou e dividiu opiniões. Críticos condenaram o uso do blackface como um símbolo historicamente ligado ao racismo e à humilhação de pessoas negras, independentemente da intenção por trás do gesto. Apoiadores, por sua vez, defenderam que a analogia era válida para questionar os limites da autodeclaração identitária. A própria Erika Hilton, alvo do discurso, não se manifestou publicamente de imediato.

Ao final do pronunciamento, Fabiana Bolsonaro afirmou que pessoas trans devem ser respeitadas e que não quer que nenhuma pessoa trans sofra discriminação, tentando distanciar sua fala de qualquer leitura transfóbica. Ainda assim, o episódio acirrou ainda mais o já tenso debate político brasileiro em torno de direitos LGBTQIA+, representatividade e os limites do discurso parlamentar.

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