Estudo científico identifica sinais de possível relação entre vacinas de COVID e câncer

 


Uma revisão publicada em 3 de janeiro de 2026 na revista Oncotarget reuniu evidências de 69 artigos científicos publicados entre 2020 e 2025 sobre casos de câncer que surgiram ou pioraram após vacinação contra COVID-19 ou infecção pelo vírus. Assinado pelas pesquisadoras Charlotte Kuperwasser, da Tufts University, e Wafik S. El-Deiry, editor-chefe da Oncotarget e professor da Brown University, o trabalho analisou 333 relatos de pacientes de 27 países, além de estudos populacionais na Itália (quase 300 mil pessoas), na Coreia do Sul (8,4 milhões) e entre 1,3 milhão de militares americanos.

Os autores destacam padrões que se repetem: progressão muito rápida de tumores, reativação de cânceres que estavam controlados ou dormentes, e aparecimento de tumores perto do local da injeção ou em linfonodos próximos. Entre os tipos mais citados estão linfomas, leucemias, câncer de mama e de pulmão. O texto discute mecanismos biológicos plausíveis, como a ação da proteína spike, desregulação imunológica e possíveis efeitos de fragmentos de DNA em algumas vacinas de mRNA, mas deixa claro que são hipóteses, não provas.

Kuperwasser e El-Deiry afirmam que “a evidência coletiva mundial de 2020 a 2025 aponta para uma conexão biologicamente plausível”, mas repetem várias vezes que o estudo apenas levanta “sinais de segurança”. Eles não concluem que as vacinas causam câncer e enfatizam que ainda não é possível medir riscos reais na população.

Por fim, os pesquisadores pedem estudos mais rigorosos — epidemiológicos, longitudinais e mecanísticos — para esclarecer o que está acontecendo. O objetivo, segundo eles, é preencher lacunas científicas e orientar o monitoramento de saúde pública no futuro, sem qualquer recomendação imediata sobre vacinação.


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