Estudo da Pew mostra disparidade real na saúde mental de jovens americanas por orientação política
Um painel de pesquisa do Pew Research Center realizado em março de 2020 revelou uma diferença expressiva nos índices de diagnóstico de saúde mental entre jovens americanas de diferentes orientações políticas. Entre mulheres brancas de 18 a 29 anos que se identificaram como liberais, 56,3% relataram ter recebido algum diagnóstico de condição mental por um profissional de saúde — taxa quase o dobro das moderadas (28,4%) e das conservadoras (27,3%). Os dados, inicialmente pouco notados, ganharam repercussão após serem analisados e divulgados nas redes sociais pelo pesquisador Zach Goldberg, então doutorando em ciência política.
A diferença se confirma em estudos mais recentes. Pesquisas de 2022 e dados do American Family Survey de 2024 mostram que a disparidade persiste: mulheres liberais jovens são marcadamente menos satisfeitas com a vida do que suas pares conservadoras, e pesquisadores como Jonathan Haidt e Matthew Yglesias apontam o papel do "pensamento catastrófico" — uma visão excessivamente negativa do mundo associada ao uso intenso de redes sociais — como um fator relevante.
Outro fator levantado por pesquisadores é o possível "contágio social": jovens liberais tendem mais a associar status social à identidade de pessoa com saúde mental fragilizada, o que pode inflar os números de autoidentificação.

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