Estudo de Oxford confirma risco raro de inflamação cardíaca em crianças vacinadas contra Covid

 

Um estudo observacional conduzido por pesquisadores das universidades de Oxford, Bristol e da Harvard T.H. Chan School of Public Health, publicado em janeiro de 2026 na revista científica Epidemiology, analisou a segurança e eficácia da vacina Pfizer-BioNTech BNT162b2 em crianças e adolescentes ingleses. Usando o banco de dados OpenSAFELY-TPP do NHS England, os pesquisadores compararam indivíduos que receberam a primeira dose com controles não vacinados, e os que receberam a segunda dose com os que receberam apenas uma.

Entre adolescentes e crianças, miocardite e pericardite foram registradas apenas nos grupos vacinados, com taxas de 27 e 10 casos por milhão após a primeira e segunda doses, respectivamente. O achado reforça um sinal de segurança já reconhecido por agências regulatórias desde 2021 e que levou a FDA, em junho de 2025, a exigir que Pfizer e Moderna incluíssem alertas sobre esses riscos nas bulas de suas vacinas.

A proteção contra testes positivos para SARS-CoV-2 foi transitória. Não houve mortes relacionadas à Covid em nenhum dos grupos analisados, e os casos de miocardite registrados não resultaram em óbitos. O estudo serve como subsídio para revisões nas políticas de vacinação pediátrica, especialmente para crianças saudáveis sem fatores de risco.

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