Estudo mapeia a zona de maior prazer masculino — e a circuncisão pode destruí-la
Um estudo publicado em 2026 na revista científica Andrology é considerado o mapeamento neurológico mais completo do pênis já realizado. Pesquisadores da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, identificaram que a principal região de prazer masculino não é a glande — como se acreditava popularmente — mas sim o chamado "delta frenular", uma pequena área em forma de V localizada na parte de baixo do pênis, próxima ao frênulo. Essa região é amplamente relatada por homens como a principal fonte de sensação erógena peniana, com papel significativo na excitação e na resposta sexual.
O que torna essa área tão sensível é a alta concentração de receptores nervosos especializados. Ao estudar os tecidos do pênis, os pesquisadores descobriram que o delta frenular reúne um grande número de terminações nervosas, desempenhando um papel semelhante ao do ponto G feminino. Esses receptores são encontrados em grupos muito mais densos do que em qualquer outra parte do órgão, o que explica por que a região é tão sensível ao toque.
O ponto mais polêmico do estudo é sua relação com a circuncisão. Incisões profundas na parte ventral do pênis durante a circuncisão podem causar danos sensoriais semelhantes aos de uma neurotomia seletiva — um procedimento cirúrgico de risco —, comprometendo justamente essa zona erógena central. Em outras palavras, dependendo da técnica utilizada, a cirurgia pode reduzir permanentemente a sensibilidade na área de maior prazer. Porém, o corpo pode compensar parcialmente a perda dessas terminações nervosas por meio de outras regiões do pênis.
O novo estudo representa um avanço importante no entendimento da anatomia sexual masculina. Ao mapear com precisão onde estão as terminações nervosas mais densas, ele traz informações valiosas que podem ajudar médicos a aprimorar as técnicas cirúrgicas da circuncisão — garantindo que o procedimento leve em conta a preservação dessa região e seja realizado com ainda mais cuidado e precisão.

Comentários