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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Executivo veterano do setor petrolífero trabalhou para a CIA e ajudou a remover Maduro: Reportagem

 


O Wall Street Journal (WSJ) publicou uma matéria no domingo alegando que um executivo de longa data da gigante petrolífera americana Chevron trabalhou secretamente para a CIA, inclusive fornecendo informações para ajudar a remover o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

De acordo com o jornal, o ex-executivo da Chevron Ali Mosiri atuou como informante da CIA durante o governo de Hugo Chávez na Venezuela. Mosiri deixou a diretoria da Chevron em 2017, mas trabalhou como consultor até 2024 e atualmente é consultor da estatal venezuelana PdVSA.

O Wall Street Journal reportou que os conselhos de Mosiri à CIA ajudaram a moldar a decisão de transferir o poder para a vice-presidente Delcy Rodriguez, em vez de remover todo o regime de Maduro. Mosiri teria aconselhado a oposição, liderada pela opositora venezuelana Maria Colina Machado, de que ela não tinha apoio popular suficiente para governar o país.

"Moshiri disse à agência que, se o governo dos EUA tentar remover todo o regime de Maduro e colocar a oposição democrática liderada por Maria Colina Machado no poder, acabará em um atoleiro como o Iraque", reportou o jornal, citando fontes anônimas.

Mosiri teria cultivado uma relação próxima com a presidente Rodriguez desde 2013, após a morte de Chávez. Na época, os dois intermediaram um acordo pelo qual a Chevron garantiu um empréstimo de US$ 2 bilhões junto à PdVSA.

Quando Trump assumiu o governo no ano passado, inicialmente revogou a licença da Chevron na Venezuela, mas a empresa desde então retomou suas operações.

"A Chevron está prestes a desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento das reservas de petróleo da Venezuela, consideradas entre as maiores do mundo. A empresa é a única grande companhia petrolífera americana capaz de aumentar rapidamente a produção localmente e estabeleceu a meta de elevar a produção de petróleo na Venezuela em até 50% nos próximos 18 a 24 meses", informou o jornal.

"A Chevron e as poucas empresas ocidentais remanescentes consideravam Rodriguez uma parceira de negócios confiável", acrescentou o veículo.

Mosiri recusou-se a comentar sua relação com a CIA e afirmou que a Chevron não esteve envolvida na detenção de Maduro.

"Da primavera de 2025 até a remoção de Maduro, a Chevron não autorizou a empresa nem ninguém atuando em seu nome a se envolver com a CIA a respeito da liderança da Venezuela, incluindo avaliações de funcionários do governo e líderes da oposição", disse a companhia.

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