Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Houthis ameaçam entrar na guerra contra EUA e Israel em apoio ao Irã

 

Os Houthis do Iêmen declararam estar “totalmente prontos militarmente” e com “o dedo no gatilho” para entrar na atual guerra entre EUA/Israel e Irã, caso os desenvolvimentos exijam. Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira (26 de março de 2026), um líder houthi afirmou que o grupo está preparado para atacar novamente o Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, em solidariedade a Teerã.

O líder supremo Abdul Malik al-Houthi reforçou a mensagem em discurso televisionado, dizendo que “o Iêmen não pode permanecer neutro” e que “retribuímos lealdade com lealdade”. Ele alertou que qualquer escalada na batalha será respondida com ação militar imediata, repetindo o que o grupo fez durante a guerra de Gaza, quando atacou navios e causou caos no comércio internacional.
Até o momento, os Houthis não anunciaram ações concretas nem declararam entrada oficial no conflito, que começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos americanos e israelenses ao Irã. Analistas apontam que o grupo está monitorando a situação e pode escolher o momento mais impactante para intervir, possivelmente coordenado com o Irã, visando principalmente perturbar o transporte marítimo.
A possível reabertura de ataques no Bab el-Mandeb — rota crucial para o petróleo e o comércio global rumo ao Canal de Suez — levanta temores de novo choque nos preços do petróleo e de maior crise econômica mundial, agravando os efeitos do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
A situação permanece volátil e qualquer movimento dos Houthis pode abrir uma nova frente no Mar Vermelho, complicando ainda mais o conflito no Oriente Médio.

Comentários

Mais populares da semana

Até 50% dos data centers planejados para 2026 serão atrasados nos EUA

  O boom da inteligência artificial nos Estados Unidos está prestes a sofrer um duro golpe. De acordo com relatórios da Bloomberg e da Sightline Climate divulgados esta semana, até 50% dos data centers programados para entrar em operação em 2026 enfrentam atrasos ou até cancelamentos. O principal vilão? A escassez crítica de equipamentos elétricos essenciais: transformadores, switchgear e baterias de grande porte. Dos cerca de 16 gigawatts de nova capacidade planejada para este ano, apenas um terço está efetivamente em construção. O restante depende de peças que simplesmente não chegam a tempo. “Se uma peça da cadeia de suprimentos atrasa, o projeto inteiro para”, explicou um executivo do setor à Bloomberg. E a peça que mais falta é justamente a infraestrutura elétrica – o “coração invisível” que alimenta os servidores de IA. Os números são impressionantes: as importações americanas desses equipamentos dispararam para US$ 411 bilhões em 2025, um salto de 78% desde 2020. Mesmo assim...

South Pars atacada: explosão de preços do gás natural altera mercado global

The US and Israel are carrying out intense bombing raids on Iran’s South Pars petrochemical complex, which accounts for 85% of the country’s production in this sector. The damage is massive, yet the complex covers 54,000 hectares and would require many days of sustained heavy… pic.twitter.com/9CB00VZNJ3 — Patricia Marins (@pati_marins64) April 6, 2026  O campo de gás natural South Pars, o maior do mundo e responsável por aproximadamente 40% da produção iraniana de gás e parte significativa das exportações de GNL do Catar, foi atacado na madrugada de segunda-feira. Fontes de segurança confirmam que a infraestrutura de extração e processamento sofreu danos graves, interrompendo imediatamente a produção de bilhões de metros cúbicos de gás. O incidente, ainda sem autoria reivindicada, ocorreu em meio a tensões geopolíticas no Golfo Pérsico e já provoca os primeiros sinais de pânico nos mercados internacionais de energia. A paralisação temporária de South Pars representa uma perda esti...

Quem é o professor Jiang, o "profeta" da geopolítica?

  Em maio de 2024, um acadêmico de nome Jiang gravou um vídeo que passaria meses ignorado — até que o futuro começou a confirmar cada palavra. Com uma metodologia que mistura teoria dos jogos, análise histórica e o conceito de "psicohistória" inspirado no universo literário de Isaac Asimov, Jiang fez previsões que pareciam ousadas demais para serem levadas a sério: Donald Trump venceria as eleições presidenciais americanas e os Estados Unidos entrariam em conflito militar direto com o Irã (em 2025, que Washington moveria peças para intervir militarmente na Venezuela).Tudo se confirmou. O vídeo de 2024, que dormia em obscuridade, explodiu em visualizações e transformou Jiang num dos nomes mais buscados em fóruns de geopolítica ao redor do mundo. O diferencial de Jiang não está na adivinhação, mas na leitura de padrões estruturais que outros analistas tendem a ignorar ou suavizar. Ele parte de uma premissa simples: grandes potências não agem por ideologia, mas por necessidade s...