Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Irã, Hezbollah e Houthis lançam mísseis contra Israel em escalada coordenada

 


Irã, Hezbollah (Líbano) e Houthis (Iêmen) atuaram juntos neste sábado ao disparar mísseis contra Israel, marcando uma escalada significativa no conflito que já dura um mês. Os Houthis entraram pela primeira vez no confronto atual, lançando uma barragem de mísseis balísticos contra alvos militares no sul de Israel, em apoio explícito ao Irã e às “frentes de resistência”. Pouco depois, reivindicaram um segundo ataque com mísseis de cruzeiro e drones. O porta-voz houthi Yahya Saree confirmou que as ações foram em solidariedade ao Irã e ao Hezbollah.

Simultaneamente, o Irã continuou seus lançamentos de mísseis e drones contra território israelense, com relatos de impactos próximos a Tel Aviv e vítimas. No Líbano, o Hezbollah manteve intensa troca de foguetes e mísseis com Israel, que respondeu com ataques aéreos no sul do país. Embora não tenha sido um barrage único sincronizado no mesmo minuto, as três forças do “eixo de resistência” iraniano atacaram Israel no mesmo dia, ampliando o conflito regional.
O Exército israelense (IDF) informou que interceptou todos os projéteis lançados pelos Houthis, sem danos ou feridos nesse ataque específico. No entanto, os disparos iranianos e libaneses geraram alertas em várias regiões de Israel. Analistas veem a entrada dos Houthis como um sinal de que o eixo apoiado por Teerã busca abrir múltiplas frentes para sobrecarregar as defesas israelenses.
A ação conjunta eleva o risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio, com possível impacto no tráfego marítimo do Mar Vermelho. Até o momento, Israel e Estados Unidos não anunciaram retaliação imediata contra o Iêmen, mas a tensão segue em alta.O conflito completa um mês com crescente envolvimento de atores regionais, e a comunidade internacional acompanha com preocupação a possibilidade de nova escalada.

Comentários

Mais populares da semana

Negociações podem ser disfarce para operação terrestre contra o Irã, alerta Conselho de Segurança da Rússia

  De acordo com o canal russo RT , o Conselho de Segurança da Rússia afirmou que as negociações em curso no Oriente Médio podem estar servindo como “capa” para o planejamento de uma operação terrestre contra o Irã. A declaração, divulgada nesta quarta-feira, sugere que os diálogos diplomáticos seriam uma distração enquanto preparativos militares avançam em segredo. As forças dos Estados Unidos na região continuam em forte expansão, com movimentações de tropas e aeronaves de transporte observadas nos últimos dias. Interpreta-se o aumento como indício de que Washington estaria se preparando para uma possível ação em solo iraniano, apesar das conversas públicas. O surto de forças americanas na região ocorre em meio a tensões elevadas entre Irã, Israel e aliados ocidentais. O movimento contradiz o tom conciliatório das negociações e reforça a narrativa de que o verdadeiro objetivo seria uma operação militar em grande escala. Até o momento, nem o Pentágono nem o governo iraniano se pron...

A Noruega trocou livros por tablets — e se arrependeu

  A Noruega enfrenta uma crise educacional que ela mesma reconhece ter contribuído para criar. Em 2016, o município de Oslo decidiu distribuir iPads a crianças a partir dos 5 anos ao entrarem na escola — sem controles parentais e com pouca estrutura pedagógica para o uso dos dispositivos. Livros foram gradualmente substituídos nas salas de aula, e o engajamento dos alunos com a leitura passou a cair de forma consistente. Os dados do PISA, exame internacional da OCDE aplicado a estudantes de 15 anos, revelam o impacto. A nota norueguesa em leitura caiu de 513 pontos em 2015 — seu pico histórico — para 477 pontos em 2022, ficando praticamente na média da OCDE (476 pontos). A queda foi severa, mas está longe de ser a pior do ranking: o país ficou em torno da 22ª posição entre os 81 países participantes do PISA 2022, bem distante do último lugar. Pesquisadores da Universidade de Oslo alertam ainda que o engajamento com a leitura de livros foi substituído por leitura de telas — e os dad...

Hipocrisia da Anthropic exposta: usou livros piratas para treinar Claude e agora aciona DMCA contra vazamento de código

  A empresa de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, fechou em setembro de 2025 o maior acordo de direitos autorais da história ao pagar US$ 1,5 bilhão a autores e editoras. O motivo: a companhia baixou ilegalmente milhões de livros de sites piratas como Library Genesis (LibGen) e Pirate Library Mirror para treinar seus modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup confirmou que a Anthropic sabia que o material era pirata e chegou a armazenar mais de 7 milhões de cópias digitais, configurando violação de copyright clara, apesar de ter defendido o uso de obras para treinamento de IA como “fair use” em outros aspectos do processo. Durante anos, a Anthropic se posicionou como a “empresa ética” do setor de IA, criticando abertamente práticas predatórias de concorrentes e prometendo desenvolvimento responsável. Seus fundadores, incluindo ex-executivos da OpenAI, reforçavam publicamente a importância de respeitar criadores e direitos autorais. No entanto, do...