Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

O navio de $13 bilhões que fugiu de um país com orçamento de $10 bilhões

 


O USS Gerald Ford é o navio de guerra mais caro já construído pela humanidade: 13 bilhões de dólares de aço, tecnologia de ponta e um nome de presidente que ninguém lembra direito. Para ter ideia da escala desse investimento, o Irã — o país de quem o navio eventualmente precisou se afastar — gasta menos do que isso em um ano inteiro de defesa nacional. Todo o exército, toda a marinha, todos os mísseis, todos os generais de barba bem aparada somados custam 10 bilhões por ano. O Gerald Ford custa 30% a mais só para existir.

A lógica era impecável no papel: você manda o navio mais intimidador do planeta para a região e a mensagem é clara. O problema é que a mensagem que voltou também foi bastante clara — em cerca de três semanas, o porta-aviões iniciou uma retirada estratégica que diplomatas chamam de "reposicionamento" e que o resto do mundo chama de "correr". É como contratar o segurança mais musculoso e tatuado da cidade para intimidar alguém e três semanas depois encontrá-lo pedindo Uber de volta pra casa.

O mais delicioso do episódio é o que ele revela sobre a guerra moderna. Você pode construir uma cidade flutuante com 5.000 marinheiros e reatores nucleares, e ainda assim ser colocado em xeque por drones baratos e a pura inconveniência de estar perto de alguém disposto a causar problemas. No fim, o Gerald Ford voltou para águas mais tranquilas, o Irã continuou na mesma região, e em algum escritório do Pentágono alguém está preenchendo uma planilha tentando explicar como 13 bilhões de dólares de repente precisaram de mais espaço pessoal.

Comentários

Mais populares da semana

Negociações podem ser disfarce para operação terrestre contra o Irã, alerta Conselho de Segurança da Rússia

  De acordo com o canal russo RT , o Conselho de Segurança da Rússia afirmou que as negociações em curso no Oriente Médio podem estar servindo como “capa” para o planejamento de uma operação terrestre contra o Irã. A declaração, divulgada nesta quarta-feira, sugere que os diálogos diplomáticos seriam uma distração enquanto preparativos militares avançam em segredo. As forças dos Estados Unidos na região continuam em forte expansão, com movimentações de tropas e aeronaves de transporte observadas nos últimos dias. Interpreta-se o aumento como indício de que Washington estaria se preparando para uma possível ação em solo iraniano, apesar das conversas públicas. O surto de forças americanas na região ocorre em meio a tensões elevadas entre Irã, Israel e aliados ocidentais. O movimento contradiz o tom conciliatório das negociações e reforça a narrativa de que o verdadeiro objetivo seria uma operação militar em grande escala. Até o momento, nem o Pentágono nem o governo iraniano se pron...

A Noruega trocou livros por tablets — e se arrependeu

  A Noruega enfrenta uma crise educacional que ela mesma reconhece ter contribuído para criar. Em 2016, o município de Oslo decidiu distribuir iPads a crianças a partir dos 5 anos ao entrarem na escola — sem controles parentais e com pouca estrutura pedagógica para o uso dos dispositivos. Livros foram gradualmente substituídos nas salas de aula, e o engajamento dos alunos com a leitura passou a cair de forma consistente. Os dados do PISA, exame internacional da OCDE aplicado a estudantes de 15 anos, revelam o impacto. A nota norueguesa em leitura caiu de 513 pontos em 2015 — seu pico histórico — para 477 pontos em 2022, ficando praticamente na média da OCDE (476 pontos). A queda foi severa, mas está longe de ser a pior do ranking: o país ficou em torno da 22ª posição entre os 81 países participantes do PISA 2022, bem distante do último lugar. Pesquisadores da Universidade de Oslo alertam ainda que o engajamento com a leitura de livros foi substituído por leitura de telas — e os dad...

Hipocrisia da Anthropic exposta: usou livros piratas para treinar Claude e agora aciona DMCA contra vazamento de código

  A empresa de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, fechou em setembro de 2025 o maior acordo de direitos autorais da história ao pagar US$ 1,5 bilhão a autores e editoras. O motivo: a companhia baixou ilegalmente milhões de livros de sites piratas como Library Genesis (LibGen) e Pirate Library Mirror para treinar seus modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup confirmou que a Anthropic sabia que o material era pirata e chegou a armazenar mais de 7 milhões de cópias digitais, configurando violação de copyright clara, apesar de ter defendido o uso de obras para treinamento de IA como “fair use” em outros aspectos do processo. Durante anos, a Anthropic se posicionou como a “empresa ética” do setor de IA, criticando abertamente práticas predatórias de concorrentes e prometendo desenvolvimento responsável. Seus fundadores, incluindo ex-executivos da OpenAI, reforçavam publicamente a importância de respeitar criadores e direitos autorais. No entanto, do...