Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Pastor de megachurch é libertado após seis meses de prisão por abuso sexual de menor

 

Robert Morris, ex-pastor fundador da Gateway Church, uma das maiores megachurches dos Estados Unidos, deixou a cadeia do condado de Osage, em Oklahoma, nas primeiras horas desta quarta-feira. O religioso de 64 anos cumpriu a pena de seis meses de prisão determinada em acordo judicial após se declarar culpado por abusos sexuais cometidos contra a então menina Cindy Clemishire, hoje com 55 anos. Os crimes ocorreram entre 1982 e 1987, quando Morris era um jovem evangelista e frequentava a casa da família da vítima em Hominy, Oklahoma.

Clemishire denunciou publicamente o caso em 2024, o que levou à renúncia de Morris da liderança da igreja e, posteriormente, a uma investigação de um grande júri em Oklahoma. Em outubro de 2025, ele aceitou o acordo de plea bargain que evitou um julgamento completo: 10 anos de pena suspensa, com obrigação de cumprir apenas seis meses atrás das grades, registro obrigatório como agressor sexual e indenização financeira à vítima. A libertação ocorreu exatamente ao fim do prazo, pouco depois da meia-noite, conforme registros da xerife do condado.

A vítima acompanhou parte do processo e expressou indignação com a brevidade da pena. “Ele abusou de mim por anos a partir dos meus 12 anos de idade. A justiça demorou mais de quatro décadas, mas ainda parece insuficiente”, declarou Clemishire a repórteres após a soltura. Morris emitiu uma breve nota reconhecendo “erros do passado” e pedindo perdão, mas sem detalhar arrependimento ou assumir responsabilidade plena pelos atos.

O caso continua gerando repercussão dentro da comunidade evangélica americana. A Gateway Church enfrentou processos civis por suposta cobertura dos abusos, e Morris, que já atuou como conselheiro espiritual da Casa Branca no primeiro mandato de Donald Trump, agora deve cumprir o restante da pena em liberdade condicional no Texas. Ele também está proibido de exercer funções pastorais que envolvam contato com menores.


Comentários

Mais populares da semana

Racha na direita: Flávio Bolsonaro vota a favor da lei anti-misoginia, mas Eduardo ataca projeto e expõe fissura na família

  O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) o projeto de lei que criminaliza a misoginia, equiparando o ódio ou aversão às mulheres ao crime de racismo. A proposta, que altera a Lei do Racismo para prever pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa, foi aprovada por unanimidade (67 votos a favor e nenhum contra) e agora segue para a Câmara dos Deputados. A bancada inteira do PL no Senado, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), votou a favor da matéria, após pressão da opinião pública e da maioria no plenário. Dias antes da votação, Flávio Bolsonaro havia sido um dos autores de um requerimento que buscava adiar a análise do texto em plenário, alegando viés ideológico e risco à liberdade de expressão. O recurso, assinado por outros senadores da oposição como Eduardo Girão, Magno Malta e Carlos Portinho, foi superado, mas expôs a resistência inicial da ala bolsonarista à proposta. A articulação contrária havia sido criticada por parlamentares de esquerda como tentativa de p...

Moraes investiga Flávio Bolsonaro: o que diz a Constituição sobre imunidade parlamentar?

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações que ligam o presidente Lula a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral. A medida provocou forte reação no Congresso e entre juristas, que apontam violação direta à imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal de 1988. O Artigo 53 da Constituição é claro e sem ambiguidades: “Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. A palavra “quaisquer” abrange todas as manifestações, sem exceções ou condicionantes, exatamente para proteger o livre exercício do mandato parlamentar. Essa imunidade não é privilégio pessoal, mas garantia institucional do regime democrático. Ela permite que senadores e deputados debatem temas nacionais sem medo de retaliação judicial, inclusive fora do plenário, desde que no exercício da função. Diante da literalidade do texto constitucional, a abertur...

Analistas projetam petróleo entre US$ 134 e US$ 250 com conflito no Golfo Pérsico

Com o Brent já em US$ 111 por barril e o Estreito de Hormuz operando abaixo da capacidade, bancos e consultorias de energia revisam seus piores cenários para cima. Brent hoje US$ 111 Fortune · 6 abr 2026 Previsão média condicional US$ 134–135 Rystad Energy Cenário prolongado — bancos US$ 200+ Macquarie Group Cenário extremo US$ 200–250 S&P Global Energy O governo Trump está modelando internamente o impacto econômico de um petróleo a US$ 200 por barril, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg. O exercício não representa uma previsão oficial, mas sinaliza que a administração considera o cenário plausível o suficiente para preparar respostas de política econômica. No mercado privado, as projeções chegam mais longe. Dave Ernsberger, presidente da S&P Global Energy, estimou uma faixa de US$ 200 a US$ 250 por barril caso a disrupção no Estreito de Hormuz se prolongue. Estrategistas do Macquarie Group, liderados por Vikas Dwivedi, esperam que o preço supere US$ 200 se o conflito se este...