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Petróleo pode disparar para US$ 200 se guerra no Oriente Médio se prolongar até junho, alertam analistas

 


Analistas do Macquarie Group emitiram um alerta grave ao mercado de energia: se o conflito no Oriente Médio, que envolve Irã, Israel e Estados Unidos, se estender por mais dois meses e chegar ao final do segundo trimestre (junho de 2026), o preço do petróleo pode atingir o recorde histórico de US$ 200 por barril. A projeção considera o fechamento prolongado do Estreito de Hormuz, principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, já bloqueado para a maior parte do tráfego de petroleiros há quase um mês. Os especialistas atribuem 40% de probabilidade a esse cenário de alta extrema.

O banco estima que o bloqueio do estreito interromperia cerca de 20% da oferta global de petróleo, forçando os preços a subirem o suficiente para destruir uma quantidade recorde de demanda mundial. Segundo o relatório, apenas um choque de preços historicamente alto seria capaz de equilibrar o mercado em caso de guerra prolongada. Já a probabilidade de o conflito terminar ainda neste mês de março é estimada em 60%, o que limitaria o impacto nos preços.

O Estreito de Hormuz é o ponto de estrangulamento mais crítico do suprimento mundial de energia. Qualquer interrupção prolongada ali, combinada com danos à infraestrutura petrolífera iraniana, geraria um choque econômico global sem precedentes recentes, com reflexos diretos na inflação, nos custos de transporte e na atividade industrial em todo o planeta. O petróleo Brent já acumula fortes ganhos mensais impulsionado pela escalada das tensões.

Especialistas do Macquarie destacam que o timing da reabertura do estreito e o nível de destruição física na região serão decisivos para o impacto de longo prazo nas commodities. Até o momento, o mercado ainda não precifica integralmente o risco de uma guerra que se arraste pelo verão, mas o alerta serve como sinal de que o pior cenário para o petróleo está longe de ser descartado.


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