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Petróleo a US$ 200: o alerta que assusta Wall Street e governos

petróleo

Autoridades americanas e analistas de grandes bancos globais estão modelando ativamente o cenário de petróleo a US$ 200 o barril, segundo reportagem da Bloomberg. O gatilho seria uma guerra prolongada entre EUA, Israel e Irã que mantenha o Estreito de Ormuz bloqueado até junho. A Macquarie Group, em nota a clientes, afirma que esse patamar histórico destruiria uma quantidade recorde de demanda global de petróleo, elevando a gasolina nos EUA para cerca de US$ 7 o galão e gerando choques inflacionários mundiais.
O Brent já opera acima de US$ 110 após o quase fechamento do estreito, que transporta diariamente 15 milhões de barris de óleo e 5 milhões de derivados. Analistas destacam que o preço atual reflete apenas restrições parciais; um bloqueio total e duradouro, sem liberação de reservas estratégicas ou aumento de produção da Opep+, levaria o barril a patamares nunca vistos. Governos e bancos tratam o exercício como gestão de risco, não previsão base, mas reconhecem que o conflito atual já elevou o Brent em mais de 50% em poucas semanas.
Especialistas alertam para efeitos em cascata: inflação acelerada, risco de recessão nos EUA e Europa, e volatilidade nos mercados financeiros. Embora haja 60% de chance de o conflito terminar ainda em março, o simples modelamento de US$ 200 já pressiona cotações e obriga governos a prepararem planos de contingência energética. O mundo assiste, mais uma vez, à demonstração de como o petróleo continua sendo o termômetro da estabilidade global. 

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