Protestos históricos contra Trump mobilizam milhões de americanos
Milhões de manifestantes tomaram as ruas de dezenas de cidades americanas neste sábado (28 de março de 2026) em uma das maiores ondas de protestos da história recente dos Estados Unidos. Organizados sob o lema “Não à guerra, não ao autoritarismo”, os atos ocorreram simultaneamente em Nova York, Los Angeles, Chicago, Washington e outras capitais, com estimativas oficiais apontando para mais de 3 milhões de participantes em todo o país. A principal motivação é a oposição à escalada militar americana no conflito com o Irã e às políticas internas do presidente Donald Trump, que críticos classificam como autoritárias.
Os protestos ganharam força após o anúncio do envio de milhares de tropas adicionais ao Oriente Médio, incluindo 3.500 fuzileiros navais, e o agravamento dos bombardeios que já completam um mês. Em Nova York, a manifestação na Times Square paralisou o trânsito por horas, com cartazes que diziam “Trump, mãos fora do Irã” e “Democracia em risco”. Em Los Angeles, artistas e líderes comunitários discursaram contra o que chamam de “guerra desnecessária” e o recrudescimento de medidas restritivas à imprensa e ao direito de protesto dentro dos EUA.
Organizadores do movimento, entre eles grupos como MoveOn e coalizões progressistas, afirmam que os atos superaram em escala as manifestações de 2020 contra o racismo e a gestão da pandemia. “Nunca vimos tanta gente unida contra uma guerra e contra o desmonte das instituições ao mesmo tempo”, declarou a ativista Angela Davis em discurso transmitido ao vivo. A Casa Branca, por sua vez, classificou os protestos como “orquestrados por radicais de esquerda” e disse que a segurança nacional não será afetada por “barulho de rua”.
A polícia reportou poucos incidentes graves, mas registrou detenções em Chicago e Filadélfia por confrontos isolados. Analistas políticos preveem que a mobilização pode influenciar o debate no Congresso sobre a autorização de mais gastos militares. Enquanto isso, nas redes sociais, a hashtag #NotInOurName viralizou com mais de 50 milhões de interações em menos de 24 horas.
O Papa Leão XIV reforçou o clima de tensão ao criticar, em pronunciamento, “líderes que promovem guerras em nome de Deus”. O movimento deve continuar nos próximos dias, com novas marchas marcadas para a próxima semana em frente à Casa Branca.

Comentários