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Rússia e China: apoio militar ao Irã com drones russos e tecnologia chinesa

 

Em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã iniciado em fevereiro de 2026, Rússia e China atuam como os principais fornecedores de apoio militar indireto a Teerã. Embora evitem envio direto de tropas ou declaração formal de aliança bélica, o auxílio de Moscou e Pequim tem sido decisivo para manter a capacidade iraniana de lançar ataques com drones e mísseis contra alvos ocidentais no Golfo Pérsico.

A Rússia lidera o suporte mais operacional: fornece ao Irã imagens de satélite em tempo real sobre movimentação de navios e aviões americanos, envia drones avançados (versões aprimoradas dos Shahed), componentes eletrônicos e sistemas de guerra eletrônica como o Krasukha. Fontes de inteligência ocidentais confirmam ainda discussões sobre entrega de mísseis antiaéreos portáteis Verba, ajudando o Irã a melhorar a precisão e a sobrevivência de seus ataques.

A China, por sua vez, concentra-se em tecnologia dual-use estratégica: entrega sistemas de navegação por satélite BeiDou (alternativa ao GPS americano), sensores, giroscópios e precursores químicos para propelentes de foguetes, além de peças que aumentam a exatidão dos mísseis iranianos. Pequim também compra petróleo iraniano a preços descontados, garantindo receita para financiar o esforço de guerra.

Analistas avaliam que o apoio russo-chinês é calculado e limitado: Moscou aproveita para testar equipamentos em cenário real, enquanto Pequim protege sua rota de energia. Nenhum dos dois quer confronto direto com Washington, mas a cooperação prolonga a resistência iraniana e transforma o conflito em um desgaste prolongado para os EUA.


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