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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Sam Altman inflou a bolha da RAM; Google a estourou – mas o futuro da demanda continua robusto

 

Em outubro de 2025, Sam Altman voou para Seul e assinou cartas de intenção simultâneas com a Samsung e a SK Hynix para 900 mil wafers de DRAM por mês – o equivalente a 40% da produção global. Eram acordos não vinculantes, mas o mercado reagiu como se fossem ordens firmes. O pânico tomou conta: preços de DDR5 dispararam (kits de 64 GB saltaram de US$ 190 para US$ 700), varejistas retiraram anúncios e a maior escassez de memória em uma década se instalou. O projeto Stargate, o ambicioso data center bilionário da OpenAI, virou o estopim de uma bolha clássica: hype, compras antecipadas e especulação pura. Altman criou o frenesi; o resto do setor pagou a conta.

Dias atrás, o Google detonou a bolha. No dia 25 de março de 2026, a empresa revelou o TurboQuant, um algoritmo de compressão de memória para IA que reduz o consumo em até 6 vezes e acelera o processamento em até 8 vezes – tudo sem perda de precisão. O impacto foi imediato: ações da Micron, Samsung e SK Hynix despencaram em um único pregão. O que Altman inflou com pedidos gigantescos, o Google furou com uma simples inovação de software. O “software eats hardware” mais uma vez mostrou que eficiência pode ser mais poderosa que volume bruto.

A correção atual é saudável. Preços que subiram de forma insana agora recuam, e o mercado volta a precificar a realidade. O Stargate enfrenta atrasos e brigas de financiamento com a Oracle, e parte da demanda “fantasma” evaporou. Mas isso não significa que a festa acabou.

Olhando para o futuro, a demanda por RAM – especialmente HBM de alta largura de banda – segue estruturalmente forte. Os data centers de IA continuam crescendo em ritmo acelerado. Micron, Samsung e SK Hynix já venderam toda a produção de 2026 e aumentam investimentos em novas fábricas. Analistas projetam escassez persistente até 2030, com margens recordes e crescimento anual de HBM acima de 80%. Mesmo com o TurboQuant tornando os modelos mais eficientes, o volume total de IA no mundo deve explodir – mais modelos, mais contexto, mais usuários. Eficiência reduz o consumo por tarefa, mas multiplica o número de tarefas.

No fim das contas, Altman criou o pico especulativo e o Google trouxe a correção necessária. Mas a tendência de longo prazo permanece intacta: a IA vai continuar devorando memória. Quem vendeu o pânico ontem pode se arrepender amanhã. O setor de semicondutores de memória não perdeu o fôlego – apenas voltou a respirar com mais calma.


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