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Analistas projetam petróleo entre US$ 134 e US$ 250 com conflito no Golfo Pérsico

Com o Brent já em US$ 111 por barril e o Estreito de Hormuz operando abaixo da capacidade, bancos e consultorias de energia revisam seus piores cenários para cima.

Brent hoje
US$ 111
Fortune · 6 abr 2026
Previsão média condicional
US$ 134–135
Rystad Energy
Cenário prolongado — bancos
US$ 200+
Macquarie Group
Cenário extremo
US$ 200–250
S&P Global Energy

O governo Trump está modelando internamente o impacto econômico de um petróleo a US$ 200 por barril, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg. O exercício não representa uma previsão oficial, mas sinaliza que a administração considera o cenário plausível o suficiente para preparar respostas de política econômica.

No mercado privado, as projeções chegam mais longe. Dave Ernsberger, presidente da S&P Global Energy, estimou uma faixa de US$ 200 a US$ 250 por barril caso a disrupção no Estreito de Hormuz se prolongue. Estrategistas do Macquarie Group, liderados por Vikas Dwivedi, esperam que o preço supere US$ 200 se o conflito se estender até o verão.

"Os preços sobem como foguetes e descem como penas."

Michael Mische, especialista em cadeias de suprimento, Universidade do Sul da Califórnia · Fox Business

O analista Janiv Shah, vice-presidente de mercados de petróleo da Rystad Energy, projeta US$ 135 por barril como previsão central, com possibilidade de manutenção acima de US$ 110 caso as condições atuais persistam por quatro meses. A Stratas Advisors prevê aproximação a US$ 190 se o Estreito permanecer fechado por mais um mês completo.

A Oxford Economics modela que, no pior cenário, a inflação americana poderia atingir um pico de 5% no segundo trimestre de 2026 — o maior nível desde março de 2023 — levando o Federal Reserve a cogitar alta de juros. O cenário base da mesma consultoria prevê preços em torno de US$ 100 por barril, considerado mais provável pelos autores do relatório.

A EIA, agência federal de energia dos EUA, projeta oficialmente que o Brent permanecerá acima de US$ 95 nos próximos dois meses, antes de recuar abaixo de US$ 80 no terceiro trimestre de 2026 — cenário que depende da reabertura gradual de Hormuz. A IEA classificou a crise atual como a maior disrupção de oferta de petróleo da história dos mercados globais, com queda estimada de 8 milhões de barris por dia em março.

Para conter os preços, o governo Trump liberou 172 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo, suspendeu temporariamente o Jones Act para embarcações estrangeiras e autorizou a venda de gasolina com maior teor de etanol. Analistas avaliam que as medidas têm efeito limitado enquanto Hormuz permanecer restrito.

Nenhuma das projeções acima constitui posição oficial de governo. O consenso amplo de mercado situa-se entre US$ 100 e US$ 190 por barril. 

Fontes: Bloomberg, WION News, Fortune, Oxford Economics, EIA (março–abril 2026).

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