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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

CIA alegadamente usou spyware israelense Pegasus para enganar o Irã e resgatar aviador americano abatido


A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) utilizou o sofisticado spyware Pegasus, desenvolvido pela empresa israelense NSO Group, para orquestrar uma campanha de desinformação contra o Irã durante o resgate de um oficial americano abatido em território iraniano. A operação, revelada pelo jornal britânico The Times e confirmada pelo Times of Israel, envolveu o envio de mensagens falsas via WhatsApp e Signal a membros da cúpula do regime e operativos da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

O incidente teve início quando um F-15E Strike Eagle americano foi derrubado por um míssil de infraestrutura de ombro sobre território iraniano. O piloto foi resgatado em poucas horas, mas o oficial de sistemas de armas — um coronel — permaneceu escondido por mais de 36 horas em uma encosta rochosa a cerca de 2.100 metros de altitude no sul do Irã, enquanto milhares de soldados iranianos o procuravam. O governo iraniano chegou a oferecer uma recompensa de US$ 60 mil pela captura do americano.

Para desviar as buscas iranianas, a CIA explorou uma das funcionalidades menos conhecidas do Pegasus: além de interceptar comunicações, o spyware permite que seus operadores injetem mensagens falsas que parecem ter sido enviadas pelo próprio dono do dispositivo hackeado. Com isso, a agência disseminou informações de que o aviador já havia sido recuperado, induzindo os comandantes iranianos a acreditarem que a busca havia sido em vão — e paralisando parte do esforço de captura nos momentos críticos da missão.

"Usamos ativos humanos e tecnologias requintadas. Os iranianos foram humilhados ao perceber que foram enganados." — John Ratcliffe, diretor da CIA, em coletiva na Casa Branca

O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou publicamente a existência de uma "campanha de engano" durante coletiva de imprensa na Casa Branca, sem nomear o Pegasus ou qualquer tecnologia específica. A operação de resgate em si foi conduzida por uma unidade de comandos de elite, com alto volume de cobertura aérea, e concluída com sucesso antes que as forças iranianas pudessem reorganizar as buscas.

O uso do Pegasus pela inteligência americana acrescenta uma nova camada de controvérsia ao software, que já havia sido associado a casos de vigilância de dissidentes, jornalistas e opositores políticos em países como Arábia Saudita, Índia e Polônia. A operação demonstra que o programa, amplamente vetado para uso comercial em vários países, segue como ferramenta central de espionagem entre aliados estratégicos dos Estados Unidos — com Israel, fabricante do software, no centro da parceria.

Nenhum representante oficial do governo americano confirmou explicitamente o uso do Pegasus até o momento. O resgate do aviador ocorreu dias antes de Washington e Teerã anunciarem um cessar-fogo de duas semanas — acordo que evitou uma escalada ainda mais grave no conflito em curso no Oriente Médio..

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