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Crise energética histórica: exportações de petróleo do Oriente Médio desabam 63% em março

 


O mundo enfrenta a maior crise energética da história, segundo dados alarmantes divulgados nesta sexta-feira, as exportações totais de produtos petrolíferos do Oriente Médio caíram 63% em março, o equivalente a uma redução de 4,8 milhões de barris por dia, totalizando apenas cerca de 2,8 milhões de barris diários. O fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo do Golfo Pérsico, é o principal responsável pela paralisação.

Do volume remanescente, apenas 1,1 milhão de barris por dia — ou 39% do total — estão sendo escoados pelos portos do Mar Vermelho na Arábia Saudita, contornando a via bloqueada. O combustível de aviação foi o mais afetado, com queda de 85% nas exportações, o que já provoca cancelamentos de voos e escassez de combustível na Ásia-Pacífico. Países como Coreia do Sul, Vietnã e Filipinas registram impactos diretos nas operações aéreas.

Além disso, as exportações de GLP (gás liquefeito de petróleo) e nafta despencaram em 1 milhão de barris por dia. Diesel, gasolina e óleo combustível registraram quedas entre 60% e 70%. Analistas alertam que a crise não se limita ao petróleo bruto: ela atinge insumos essenciais para a produção de alimentos, plásticos e fertilizantes, ameaçando cadeias globais de suprimentos e elevando o risco de inflação em economias emergentes.

Com o conflito no Irã sem perspectiva de solução imediata e rejeição de cessar-fogo por Teerã, o cenário indica que o pior ainda pode estar por vir. A capacidade limitada dos oleodutos sauditas no Mar Vermelho funciona como uma “válvula de escape” temporária, mas sem expansão rápida, o fluxo global de energia permanece em colapso. Economistas preveem efeitos em cascata na aviação, no transporte e na indústria mundial ao longo das próximas semanas.


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