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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Elon Musk acusa governo da África do Sul de racismo e recusa suborno para licenciar Starlink



 O empresário Elon Musk, fundador da Starlink, denunciou publicamente o governo da África do Sul por bloquear a licença de operação da sua empresa de internet via satélite no país onde nasceu. Segundo Musk, a recusa se deve exclusivamente ao fato de ele não ser negro, o que configuraria discriminação racial explícita por parte das autoridades sul-africanas.

Em publicação no X, o bilionário afirmou que a Starlink recebeu “muitas vezes” a proposta de pagar propina para obter a licença, desde que simulasse que um executivo negro comandasse a operação local. Musk disse ter recusado todas as ofertas “por princípio”, argumentando que “o racismo não deve ser recompensado, não importa a qual raça seja aplicado”.

O sul-africano de nascimento, que deixou o país ainda jovem, reforçou que a decisão do governo contraria qualquer lógica de igualdade. “A África do Sul não permite que a Starlink seja licenciada simplesmente porque eu não sou negro”, escreveu. Musk enfatizou que nasceu no país e que a medida representa uma forma clara de discriminação racial reversa.

O executivo concluiu a mensagem com duras críticas aos políticos sul-africanos. “Vergonha dos políticos racistas da África do Sul. Eles devem ser mostrados sem respeito algum em qualquer lugar do mundo e boicotados por serem abertamente racistas”, declarou.

A declaração reacende o debate sobre as políticas de empoderamento econômico negro (BEE) implementadas na África do Sul após o apartheid e que, segundo críticos, acabam criando novas formas de exclusão racial. Até o momento, o governo sul-africano não se manifestou sobre as acusações de Musk. A Starlink segue impedida de operar legalmente no país.


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