Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Estudo de 1934 da Universidade de Oxford previu colapso de civilizações por liberação sexual feminina

 

Em 1934, o antropólogo social britânico J.D. Unwin publicou Sex and Culture pela Oxford University Press, após analisar 86 sociedades ao longo de 5.000 anos de história. Seu trabalho concluiu que o nível de restrição sexual — especialmente a castidade pré-nupcial e a monogamia absoluta das mulheres — era o principal preditor de “energia cultural” de uma civilização. Sociedades que impunham rigidez sexual floresciam em expansão, artes e conquistas; aquelas que liberalizavam a oportunidade sexual entravam em declínio irreversível. Unwin, que não defendia nenhuma moral religiosa, baseou-se puramente em dados etnográficos e históricos.

O pesquisador identificou um padrão invariável: o enfraquecimento das regras sexuais leva ao colapso cultural completo em três gerações, ou cerca de 75 a 100 anos. Exemplos incluem os sumérios, babilônios, gregos, romanos e outras civilizações que, após períodos de prosperidade, relaxaram as normas e perderam vitalidade criativa e coesão social. Unwin argumentou que a redução da oportunidade sexual canaliza energia instintiva para realizações produtivas; sua ampliação gera “entropia humana” e estagnação.

Embora o livro tenha recebido elogios na época, ele se tornou controverso nas décadas seguintes. Antropólogos modernos questionam alguns métodos, mas o núcleo da tese — a ligação entre restrição sexual e força civilizacional — continua sendo citado em debates sobre declínio ocidental. O estudo permanece acessível e serve como alerta empírico: nenhuma sociedade, segundo Unwin, manteve sua força após uma geração herdar tradições de liberdade sexual total.


Comentários

Mais populares da semana

R$ 260 bilhões lavados: o país que bloqueia o investidor honesto e deixa o crime passar

 Enquanto brasileiros no exterior enfrentam burocracia kafkiana para investir na bolsa de sua própria terra natal, organização criminosa movimentou valor equivalente a 10% do PIB nacional. A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15/4), revelou um número que deveria provocar constrangimento institucional: o grupo liderado pelo funkeiro MC Ryan SP movimentou mais de R$ 260 bilhões por meio de uma estrutura que a própria investigação descreve como uma "instituição financeira clandestina". Para efeito de comparação, esse montante supera o PIB de países inteiros e equivale a cerca de 10% de toda a riqueza gerada pelo Brasil em um ano. O paradoxo é brutal. O mesmo sistema financeiro brasileiro que exige de um engenheiro paulistano residente em Lisboa uma avalanche de documentos, declarações à Receita Federal, retenções na fonte e taxas extras apenas para comprar ações da Petrobras — sua própria empresa nacional — foi atravessado de ponta a ponta ...

IAs colocadas em simulações de crise nuclear escalaram para conflito atômico em 95% dos jogos, aponta estudo do King's College London

  Um estudo publicado em fevereiro de 2026 pelo professor Kenneth Payne, do King's College London, submeteu três dos modelos de inteligência artificial mais avançados do mundo — GPT-5.2, Claude Sonnet 4 e Gemini 3 Flash — a uma série de 21 simulações de crise nuclear. Ao longo de 329 turnos, os modelos geraram aproximadamente 780 mil palavras de raciocínio estruturado — mais do que a soma de Guerra e Paz e A Ilíada. O projeto, publicado como pré-print no arXiv e ainda sem revisão por pares, é chamado de "Projeto Kahn", em referência a Herman Kahn, o estrategista da Guerra Fria que formulou a teoria da escada de escalada nuclear. Todos os 21 jogos apresentaram sinalização nuclear por pelo menos um lado, e 95% envolveram uso de armas nucleares táticas. É importante distinguir: a guerra nuclear estratégica total foi rara, ocorrendo apenas três vezes, nos jogos com pressão de prazo. Um dado que unifica todos os modelos: em nenhum dos 21 jogos qualquer IA escolheu rendição ou ...

PF prende dono da Choquei em operação que investiga lavagem de bilhões

  Raphael Sousa Oliveira, criador da página de entretenimento Choquei, foi preso na manhã desta quarta-feira (15/4) pela Polícia Federal em uma grande operação batizada de Operação NarcoFluxo . Ele é um dos 39 investigados com mandado de prisão temporária expedido pela 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista. A operação investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos. Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo, com movimentações no Brasil e no exterior. (Metrópoles) Mais de 200 policiais federais participaram da operação, cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. As ações foram realizadas simultaneamente em múltiplos estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, G...