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Família de Moraes triplicou patrimônio imobiliário desde entrada no STF, aponta levantamento do Estadão



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário da família em cinco anos, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento foi feito com base em contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. O casal foi procurado pelas assessorias de imprensa desde o dia 27 de março para se manifestar sobre as informações, mas não respondeu até o momento da publicação.

De acordo com a apuração do Estadão, o patrimônio cresceu 266% desde 2017, passando de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões em imóveis registrados em cartório. Nos últimos cinco anos, o casal investiu R$ 23,4 milhões na aquisição de propriedades em Brasília e São Paulo, todas pagas à vista. Ao todo, a família possui atualmente 17 imóveis.

Entre as aquisições mais recentes estão uma mansão de 776 metros quadrados no Lago Sul, área nobre de Brasília, comprada por R$ 12 milhões, e dois apartamentos no bairro Jardim América, em São Paulo, adquiridos em 2021 por R$ 3 milhões cada. A maior parte das compras foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa da qual Viviane e os filhos do casal são sócios. Embora Moraes não figure formalmente como sócio, o regime de comunhão parcial de bens implica que o patrimônio adquirido durante o casamento é compartilhado entre eles.

Paralelamente à expansão patrimonial, o número de ações de Viviane em tribunais superiores — STF e STJ — saltou de 27 para 152 desde que o marido assumiu o cargo, segundo o Estadão. O escritório da advogada também firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master por três anos, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões nas áreas de compliance e direito criminal, segundo declaração da própria advogada. O salário atual de Moraes como ministro do STF é de R$ 46 mil mensais.

Fontes: O Estado de S. Paulo (Estadão), CNN Brasil e Gazeta do Povo — com base em registros públicos de cartório.

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