Fernando Haddad deixa legado de mais de 28 medidas de elevação tributária em três anos na Fazenda

 

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad encerrou sua gestão em março de 2026 com um balanço controverso no campo tributário. De acordo com análises de entidades e veículos independentes, como Gazeta do Povo e Conexão Política, o governo Lula-Haddad implementou cerca de 28 a 30 medidas que resultaram em criação ou aumento de tributos desde 2023 — uma a cada 30-37 dias, em média. Entre elas estão a “taxa das blusinhas” (imposto de importação de 20% em compras internacionais até US$ 50), a taxação de fundos exclusivos e offshores, o IOF majorado, a tributação de apostas esportivas (bets), o Imposto Seletivo (“imposto do pecado”) e o fim de isenções em títulos como LCI, LCA e JCP, além de reonerações parciais da folha de pagamento e dos combustíveis.

A gestão também promoveu a Reforma Tributária, que extinguiu gradualmente tributos antigos como PIS, Cofins e IPI, substituindo-os pelo IVA dual (CBS federal e IBS estadual/municipal). Outros benefícios foram cortados, como o Perse (setor de eventos) e desonerações da folha para 17 setores. No entanto, não há registro consolidado de impostos “abaixados” em grande escala: a principal redução foi o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil mensais, medida compensada por maior tributação sobre rendas altas (acima de R$ 50 mil). O governo sempre defendeu que não criou impostos novos nem elevou alíquotas existentes, mas apenas “corrigiu distorções” e cobrou de quem não pagava.

Críticos, incluindo parlamentares da oposição, classificam o período como o de maior pressão tributária recente, com a carga tributária subindo para recordes históricos e a dívida pública em trajetória ascendente. Haddad, por sua vez, destacou avanços como a simplificação do sistema via reforma e o cumprimento do arcabouço fiscal.


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