Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Fim da discriminação racial em universidades coincide, "misteriosamente", com aumento de asiáticos aprovados

 


A Universidade Johns Hopkins registrou um aumento histórico no número de estudantes asiático-americanos após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que proibiu o uso de raça como critério de seleção em processos admissionais. O fenômeno, descrito por analistas do setor educacional como "desconcertante", tem deixado pesquisadores coçando a cabeça em busca de uma explicação plausível.

"É um mistério absoluto", declarou uma fonte próxima à universidade, que pediu anonimato. "De um dia para o outro, jovens que historicamente tinham notas mais altas, mais atividades extracurriculares e melhores redações passaram a ser admitidos em maior número. Francamente, não faço a menor ideia do que pode estar acontecendo."

A reportagem do Baltimore Banner, publicada hoje cedo, consultou dezenas de especialistas em educação superior, sociólogos e estatísticos. Nenhum deles, segundo o veículo, foi capaz de oferecer qualquer hipótese sobre a correlação entre a eliminação de um sistema que desfavorecia candidatos asiáticos e o subsequente aumento de candidatos asiáticos aprovados.

O Supremo Tribunal havia derrubado, em 2023, o sistema conhecido como affirmative action, que permitia que universidades levassem a cor da pele em consideração nas admissões — prática que, segundo estudos, resultava sistematicamente em notas de corte mais altas para candidatos asiático-americanos do que para qualquer outro grupo demográfico. A relação entre esse fato e as novas estatísticas permanece, contudo, "um enigma", conforme a publicação.

Nas redes sociais, usuários tentaram gentilmente ajudar os jornalistas a resolver o quebra-cabeça, com resultados modestos. "Talvez seja o alinhamento dos planetas", sugeriu um. "Ou talvez seja porque pararam de usar a raça deles contra eles", especulou outro, numa teoria ainda não confirmada pela academia.

A Johns Hopkins afirmou em nota que "está comprometida com a excelência acadêmica e a diversidade", sem esclarecer se os dois conceitos continuam, como antes, sendo tratados como opostos. A investigação sobre as causas misteriosas do fenômeno segue em andamento, com previsão de conclusão para nunca.

Comentários

Mais populares da semana

Análise do Rabobank alerta para impacto devastador do bloqueio naval dos EUA sobre o Irã

  Segundo relatório do Rabobank, o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos não visa interromper o fluxo de energia e bens do GCC, que de qualquer forma não estão ocorrendo, mas terá como efeito direto impedir o Irã de exportar energia ou importar alimentos, peças industriais ou armamentos por via marítima. A instituição financeira holandesa avalia que o impacto econômico sobre o Irã será enorme, uma vez que o país ficará isolado de suas principais rotas comerciais marítimas. A análise projeta que, em cerca de 13 dias, os estoques iranianos de petróleo estarão completamente cheios, obrigando o fechamento de poços de produção. Esse cenário, segundo o Rabobank, traz o risco de danos permanentes do lado da oferta, com possíveis shut-ins irreversíveis que comprometeriam a capacidade futura de extração de petróleo iraniano. A medida representa, portanto, uma forte alavanca econômica contra o Irã, com consequências que podem se estender além do curto prazo para a infraestrutura energé...

Petróleo pode disparar para US$ 200 se guerra no Oriente Médio se prolongar até junho, alertam analistas

  Analistas do Macquarie Group emitiram um alerta grave ao mercado de energia: se o conflito no Oriente Médio, que envolve Irã, Israel e Estados Unidos, se estender por mais dois meses e chegar ao final do segundo trimestre (junho de 2026), o preço do petróleo pode atingir o recorde histórico de US$ 200 por barril. A projeção considera o fechamento prolongado do Estreito de Hormuz, principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, já bloqueado para a maior parte do tráfego de petroleiros há quase um mês. Os especialistas atribuem 40% de probabilidade a esse cenário de alta extrema. O banco estima que o bloqueio do estreito interromperia cerca de 20% da oferta global de petróleo, forçando os preços a subirem o suficiente para destruir uma quantidade recorde de demanda mundial. Segundo o relatório, apenas um choque de preços historicamente alto seria capaz de equilibrar o mercado em caso de guerra prolongada. Já a probabilidade de o conflito terminar ainda neste mês de março...

Negociações podem ser disfarce para operação terrestre contra o Irã, alerta Conselho de Segurança da Rússia

  De acordo com o canal russo RT , o Conselho de Segurança da Rússia afirmou que as negociações em curso no Oriente Médio podem estar servindo como “capa” para o planejamento de uma operação terrestre contra o Irã. A declaração, divulgada nesta quarta-feira, sugere que os diálogos diplomáticos seriam uma distração enquanto preparativos militares avançam em segredo. As forças dos Estados Unidos na região continuam em forte expansão, com movimentações de tropas e aeronaves de transporte observadas nos últimos dias. Interpreta-se o aumento como indício de que Washington estaria se preparando para uma possível ação em solo iraniano, apesar das conversas públicas. O surto de forças americanas na região ocorre em meio a tensões elevadas entre Irã, Israel e aliados ocidentais. O movimento contradiz o tom conciliatório das negociações e reforça a narrativa de que o verdadeiro objetivo seria uma operação militar em grande escala. Até o momento, nem o Pentágono nem o governo iraniano se pron...