Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Inteligência israelense alerta: nova liderança iraniana é mais radical que a anterior


 O Exército israelense entregou uma avaliação sombria ao Parlamento do país: o novo regime que está se consolidando em Teerã é ainda mais extremista do que o que foi derrubado. A conclusão foi apresentada em sessão fechada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Knesset, segundo fontes com conhecimento do briefing.

Militares israelenses disseram aos parlamentares que o regime iraniano em formação é mais extremista que seu predecessor, ressaltando que essa mudança tem implicações diretas para a segurança regional e para as perspectivas de desescalada duradoura.

De acordo com a avaliação apresentada na Knesset, os líderes do regime atual são majoritariamente membros da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), organização historicamente considerada a ala mais ideologicamente rígida do establishment iraniano. A ascensão dos Guardiões ao centro do poder teria se acelerado após a eliminação de figuras civis e militares nas semanas de bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos desde o final de fevereiro.

O presidente do Comitê parlamentar, Boaz Bismuth, foi público após o encontro: há possibilidade de que a campanha militar seja retomada nos próximos dias, e que a situação atual representa apenas uma fase intermediária, não uma conclusão.

Vale notar que o próprio Times of Israel, veículo que primeiro divulgou o briefing, registrou que uma das fontes negou que as declarações mais graves tenham sido feitas — uma ressalva importante, omitida em parte da cobertura subsequente.

Negociações em Islamabad terminam sem acordo

Em paralelo ao alarme israelense, as primeiras negociações diretas entre Washington e Teerã em décadas chegaram ao fim neste domingo sem nenhum acordo concreto. As conversas ocorreram no Paquistão, dias após um frágil cessar-fogo de duas semanas ser anunciado, enquanto a guerra entrava em sua sétima semana.

A delegação americana foi liderada pelo vice-presidente JD Vance, e a iraniana pelo presidente do Parlamento Mohammad Bagher Qalibaf. Após 14 horas de conversas no sábado, o Irã informou que as negociações continuariam apesar de diferenças remanescentes. No total, as tratativas duraram 21 horas antes do encerramento sem acordo.

Vance declarou que o ponto central do impasse é a exigência americana de que o Irã se comprometa formalmente a não desenvolver uma arma nuclear e a não buscar os insumos que lhe permitiriam fazê-lo rapidamente. Teerã, por sua vez, apresentou condições que incluem soberania sobre o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial —, reparações de guerra e a liberação de ativos bloqueados.

A preferência iraniana por Vance como interlocutor, segundo analistas, está ligada ao seu histórico como senador crítico de intervenções militares no exterior e ao seu perfil menos belicista dentro da administração Trump. Ainda assim, o vice-presidente advertiu que os EUA não tolerarão manobras protelatórias por parte de Teerã.

O cessar-fogo segue ameaçado pelas ofensivas israelenses continuadas contra o Hezbollah no Líbano e pela manutenção do bloqueio iraniano ao tráfego marítimo no Golfo Pérsico. A próxima rodada de conversas ainda não tem data confirmada.

Comentários

Mais populares da semana

Moraes investiga Flávio Bolsonaro: o que diz a Constituição sobre imunidade parlamentar?

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações que ligam o presidente Lula a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral. A medida provocou forte reação no Congresso e entre juristas, que apontam violação direta à imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal de 1988. O Artigo 53 da Constituição é claro e sem ambiguidades: “Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. A palavra “quaisquer” abrange todas as manifestações, sem exceções ou condicionantes, exatamente para proteger o livre exercício do mandato parlamentar. Essa imunidade não é privilégio pessoal, mas garantia institucional do regime democrático. Ela permite que senadores e deputados debatem temas nacionais sem medo de retaliação judicial, inclusive fora do plenário, desde que no exercício da função. Diante da literalidade do texto constitucional, a abertur...

Xbox Series S vs Nintendo Switch 1/OLED: Qual é o verdadeiro rei do custo-benefício no Brasil hoje?

  O Xbox Series S está saindo por R$ 2.516 a R$ 3.131 (novo no Mercado Livre e Amazon), enquanto o Switch OLED em bundle com Super Mario Bros. Wonder + 3 meses de Nintendo Switch Online cai fácil para R$ 2.049 na Vivo ou R$ 2.490 com Mario Kart no Amazon. Já o Switch 1 (o modelo original de 2017) aparece em promoções ainda mais baixas, na casa dos R$ 2.000 com jogo incluso. No bolso brasileiro, os dois consoles brigam cabeça a cabeça no preço de entrada – mas o Switch (1 ou OLED) costuma vencer por entregar bundle pronto pra jogar na hora. No hardware o Series S massacra: 1440p/120fps, SSD rápido, Game Pass com centenas de AAA (Forza, Starfield, Call of Duty) e futuro-proof pra 2026. O Switch 1 roda em 1080p dock/720p handheld e o OLED melhora a tela com cores vibrantes e pretos profundos – mas gráficos de 2017. A diferença? O Switch é portátil de verdade: você joga no sofá, no ônibus ou na cama. Series S é só TV. Se você quer Mario, Pokémon Scarlet/Violet, Zelda Tears of the Kingd...

IAs colocadas em simulações de crise nuclear escalaram para conflito atômico em 95% dos jogos, aponta estudo do King's College London

  Um estudo publicado em fevereiro de 2026 pelo professor Kenneth Payne, do King's College London, submeteu três dos modelos de inteligência artificial mais avançados do mundo — GPT-5.2, Claude Sonnet 4 e Gemini 3 Flash — a uma série de 21 simulações de crise nuclear. Ao longo de 329 turnos, os modelos geraram aproximadamente 780 mil palavras de raciocínio estruturado — mais do que a soma de Guerra e Paz e A Ilíada. O projeto, publicado como pré-print no arXiv e ainda sem revisão por pares, é chamado de "Projeto Kahn", em referência a Herman Kahn, o estrategista da Guerra Fria que formulou a teoria da escada de escalada nuclear. Todos os 21 jogos apresentaram sinalização nuclear por pelo menos um lado, e 95% envolveram uso de armas nucleares táticas. É importante distinguir: a guerra nuclear estratégica total foi rara, ocorrendo apenas três vezes, nos jogos com pressão de prazo. Um dado que unifica todos os modelos: em nenhum dos 21 jogos qualquer IA escolheu rendição ou ...