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Irã ameaça fechar Estreito de Bab al-Mandab e agrava risco de crise energética global

Teerã elevou o tom da escalada no conflito com os Estados Unidos. Em postagem no X, o assessor sênior Ali Akbar Velayati, próximo ao novo Líder Supremo Mojtaba Khamenei, equiparou o Estreito de Bab al-Mandab ao de Hormuz, já bloqueado por forças iranianas. “O fluxo global de energia e comércio pode ser interrompido com um único sinal”, alertou Velayati, respondendo a novas ameaças do presidente Donald Trump de bombardear instalações iranianas caso o Hormuz não seja reaberto.

A declaração reacende temores sobre o segundo principal gargalo marítimo do Oriente Médio. Bab al-Mandab, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden, é rota essencial para o petróleo do Golfo Pérsico rumo à Europa e à Ásia, além de carregar cerca de 12% a 22% do comércio mundial de contêineres. Uma eventual interrupção, mesmo parcial, via Houthis ou forças iranianas, somaria até 25 milhões de barris diários de óleo ao já restrito suprimento de Hormuz, segundo estimativas de mercado.

Analistas preveem reação imediata nos preços caso a ameaça se materialize, com efeitos em cascata sobre frete marítimo, seguros e inflação global. Até o momento, o estreito permanece aberto, mas o sinal de Teerã indica que o Irã considera abrir uma segunda frente naval para pressionar Washington e seus aliados.

A Casa Branca ainda não respondeu formalmente à nova advertência. Enquanto isso, o mercado de petróleo opera em alta tensão, com traders precificando risco de disrupção prolongada e governos monitorando alternativas de rota ao redor da África — medida que elevaria custos logísticos em até 30% em cenários de bloqueio simultâneo.

Fonte: The Kobeissi Letter


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