No dia 14 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o novo Plano Nacional de Educação (PNE) e afirmou que o Brasil não precisa expandir escolas cívico-militares na educação pública e gratuita. Segundo o presidente, o modelo é adequado apenas para jovens que optam por carreira militar.
Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgados pelo governo do Paraná mostram que, entre 2021 e 2023, 64% das escolas cívico-militares registraram alta no Ideb do Ensino Médio, percentual oito pontos superior aos 56% das escolas regulares da rede pública estadual. No Ensino Fundamental 2 (6º ao 9º ano), o avanço ocorreu em 67% das unidades cívico-militares, contra 57% das escolas tradicionais.
No Distrito Federal, centros de ensino cívico-militar figuraram entre as dez melhores notas do Ideb público em 2023: o CEF 01 de Núcleo Bandeirante ocupou a quinta posição no Fundamental II pelo segundo ano consecutivo, enquanto o CED 416 de Santa Maria esteve entre os dez melhores do Ensino Médio.
Em Goiás, as escolas estaduais da Polícia Militar alcançaram nota 5,3 no Ideb do Ensino Médio, um ponto acima da média nacional das escolas públicas (4,3). No Rio Grande do Sul, algumas unidades cívico-militares apresentaram saltos expressivos: uma escola de Tupanciretã passou de 3,0 para 6,8 nos anos finais do Fundamental entre 2019 e 2023.
Avaliação do Ministério da Educação (MEC) sobre o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), divulgada em 2022, registrou redução de 82% na violência física, 75% na verbal e 82% na patrimonial, além de queda de quase 80% na evasão e abandono escolar. A pesquisa indicou ainda que 85% da comunidade escolar avaliou positivamente o ambiente após a adoção do modelo.
Em 2026, o número de escolas militarizadas no país (estaduais e municipais) chegou a 1.389 unidades, contra 48 em 2014, segundo levantamento da USP. O Paraná lidera a expansão estadual, com previsão de 345 colégios cívico-militares até o final do ano.
