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Petróleo dos EUA atinge máxima intradiária acima de US$ 117 por barril, o maior patamar desde 2008

 


O petróleo dos Estados Unidos disparou nesta terça-feira e ultrapassou a marca de US$ 117 por barril pela primeira vez em 18 anos, registrando nova máxima intradiária. O WTI, referência americana, chegou a negociar a US$ 117,45 antes de estabilizar ligeiramente acima dos US$ 117. O Brent, referência global, acompanhou o movimento e também flertou com a casa dos US$ 118.

Analistas atribuem a forte alta a uma combinação de fatores: tensão geopolítica elevada no Oriente Médio, cortes mais profundos que o esperado na produção da OPEP+ e demanda aquecida por combustível nos Estados Unidos e na Ásia. O temor de que um eventual conflito mais amplo possa interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o prêmio de risco no mercado futuro.

A disparada impacta diretamente os preços dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil. Especialistas preveem que o repasse para a gasolina e o diesel nas bombas pode ocorrer já nas próximas semanas, pressionando a inflação e os custos de transporte. No mercado financeiro, as ações de petroleiras subiram com força, enquanto os índices de Wall Street operam mistos diante do receio de que o petróleo caro possa frear o crescimento global.

Com o barril agora nos níveis mais altos desde a crise financeira de 2008, analistas de bancos como Goldman Sachs e JPMorgan revisam para cima as projeções de preço para o segundo semestre. “O mercado entrou em modo de escassez”, resumiu um trader de commodities de Nova York. O Departamento de Energia dos EUA deve divulgar ainda hoje os dados semanais de estoques, que podem ampliar ou aliviar a pressão sobre os preços.

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