Pular para o conteúdo principal

Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Casa Branca divulga relatório que atribui US$ 94 bilhões em perdas anuais à economia por práticas de diversidade e inclusão

 


Um relatório econômico oficial da Casa Branca, divulgado nesta semana, conclui que as práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) adotadas por empresas americanas entre 2016 e 2023 reduziram a produtividade em 2,7% nas indústrias que as implementaram. O documento estima que o impacto total representou uma queda de US$ 94 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos a cada ano.

De acordo com o relatório, o custo anual equivale a aproximadamente US$ 1.160 por família com dois adultos trabalhando. Os autores argumentam que as políticas DEI levaram a um gerenciamento ineficiente, elevando os custos operacionais das empresas e resultando em contratações menores e salários mais baixos para os funcionários.

O estudo destaca ainda que as iniciativas de DEI “encorajaram ativamente a discriminação no emprego”, mesmo com o crescimento de quatro vezes na proporção de minorias em cargos gerenciais no mesmo período. “Essas estimativas implicam que a promoção do DEI levou a um gerenciamento ineficiente, aumentando o custo de fazer negócios”, afirma o texto.

Para os responsáveis pelo relatório, os dados reforçam a necessidade de priorizar critérios de mérito e competência nas contratações e promoções, em detrimento de quotas ou metas baseadas em características demográficas. O documento integra a estratégia da atual administração para eliminar políticas federais de DEI e focar em eficiência econômica.

Especialistas consultados por veículos de imprensa já começaram a debater os números, com defensores das políticas de inclusão questionando a metodologia e críticos celebrando o que consideram uma “evidência concreta” dos custos ocultos do ativismo corporativo. O relatório deve influenciar debates no Congresso sobre regulação de práticas empresariais nos próximos meses.


Comentários

Mais populares da semana

Até 50% dos data centers planejados para 2026 serão atrasados nos EUA

  O boom da inteligência artificial nos Estados Unidos está prestes a sofrer um duro golpe. De acordo com relatórios da Bloomberg e da Sightline Climate divulgados esta semana, até 50% dos data centers programados para entrar em operação em 2026 enfrentam atrasos ou até cancelamentos. O principal vilão? A escassez crítica de equipamentos elétricos essenciais: transformadores, switchgear e baterias de grande porte. Dos cerca de 16 gigawatts de nova capacidade planejada para este ano, apenas um terço está efetivamente em construção. O restante depende de peças que simplesmente não chegam a tempo. “Se uma peça da cadeia de suprimentos atrasa, o projeto inteiro para”, explicou um executivo do setor à Bloomberg. E a peça que mais falta é justamente a infraestrutura elétrica – o “coração invisível” que alimenta os servidores de IA. Os números são impressionantes: as importações americanas desses equipamentos dispararam para US$ 411 bilhões em 2025, um salto de 78% desde 2020. Mesmo assim...

Moraes investiga Flávio Bolsonaro: o que diz a Constituição sobre imunidade parlamentar?

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, abriu inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por declarações que ligam o presidente Lula a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eleitoral. A medida provocou forte reação no Congresso e entre juristas, que apontam violação direta à imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal de 1988. O Artigo 53 da Constituição é claro e sem ambiguidades: “Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. A palavra “quaisquer” abrange todas as manifestações, sem exceções ou condicionantes, exatamente para proteger o livre exercício do mandato parlamentar. Essa imunidade não é privilégio pessoal, mas garantia institucional do regime democrático. Ela permite que senadores e deputados debatem temas nacionais sem medo de retaliação judicial, inclusive fora do plenário, desde que no exercício da função. Diante da literalidade do texto constitucional, a abertur...

Negociações podem ser disfarce para operação terrestre contra o Irã, alerta Conselho de Segurança da Rússia

  De acordo com o canal russo RT , o Conselho de Segurança da Rússia afirmou que as negociações em curso no Oriente Médio podem estar servindo como “capa” para o planejamento de uma operação terrestre contra o Irã. A declaração, divulgada nesta quarta-feira, sugere que os diálogos diplomáticos seriam uma distração enquanto preparativos militares avançam em segredo. As forças dos Estados Unidos na região continuam em forte expansão, com movimentações de tropas e aeronaves de transporte observadas nos últimos dias. Interpreta-se o aumento como indício de que Washington estaria se preparando para uma possível ação em solo iraniano, apesar das conversas públicas. O surto de forças americanas na região ocorre em meio a tensões elevadas entre Irã, Israel e aliados ocidentais. O movimento contradiz o tom conciliatório das negociações e reforça a narrativa de que o verdadeiro objetivo seria uma operação militar em grande escala. Até o momento, nem o Pentágono nem o governo iraniano se pron...