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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Homem picado por cobra afirma ter recebido 20 doses de soro para espécie errada em hospital de SP

 


Um brasileiro de 46 anos chamado Leandro Marques do Nascimento diz ter quase morrido após passar quase um mês internado — não apenas por causa da picada de uma cobra venenosa, mas pelo que ele descreve como um erro médico grave.

Segundo Leandro, o incidente começou no dia 7 de março de 2026, enquanto pescava com a esposa no Parque Salto da Usina, no município de Eldorado, no interior de São Paulo. Ele sentiu uma forte sensação de queimação na perna e, ao verificar, notou sangramento e marcas de mordida compatíveis com o ataque de uma cobra.

Ele foi transportado a um hospital, onde a equipe médica teria identificado incorretamente a espécie da cobra. Leandro afirma ter sido picado por uma jararacuçu (Bothrops jararacussu), uma jararaca altamente venenosa nativa do Brasil — mas a equipe de atendimento inicial o tratou como se tivesse sido picado por uma cascavel, uma espécie completamente diferente que requer um soro distinto. Com isso, ele diz ter recebido 10 doses do soro errado. Como seu estado não melhorou, os médicos teriam aplicado mais 10 doses do mesmo antiveneno incorreto, totalizando 20 doses.

A espécie correta da cobra só foi identificada posteriormente, com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e confirmação do renomado Instituto Butantan, em São Paulo.

"Uma picada de cobra e o soro errado — foi isso que quase me custou a vida", disse Leandro.

O caso gerou debate público sobre os protocolos hospitalares para tratamento de picadas de cobra no Brasil. Especialistas médicos ressaltam que os antivenenos são específicos para cada espécie e que a identificação correta da cobra é fundamental para a administração do tratamento adequado. Quando a identificação não é possível, costuma-se recomendar um soro polivalente.

O Instituto Butantan, principal instituição de referência do Brasil em pesquisa de animais peçonhentos e produção de antivenenos, há muito defende que pacientes ou acompanhantes levem uma foto do animal ao hospital sempre que for seguro fazê-lo, a fim de auxiliar na identificação e garantir o uso do antiveneno correto.

O hospital envolvido ainda não emitiu uma resposta pública às acusações.

Fonte: G1 / Globo — "Homem picado por cobra diz ter recebido 20 doses de soro contra espécie errada em hospital de SP" (9 de abril de 2026)

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