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Anthropic surpreende ao exigir documento de identidade para usar o Claude — e a reação não foi positiva

Irã declara que futuro do Estreito de Ormuz será decidido apenas por Irã e Omã

 

Duqm, Omã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira (1º) que somente Teerã e Omã decidirão o futuro do Estreito de Ormuz, descartando qualquer papel dos Estados Unidos nas negociações. A declaração ocorre em meio à crise geopolítica deflagrada após os ataques em larga escala dos EUA e Israel em 28 de fevereiro de 2026, que levaram as Forças Armadas iranianas a emitir avisos proibindo toda a navegação pelo estreito — a passagem por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

A postura iraniana endurece ainda mais as perspectivas diplomáticas. O parlamento iraniano aprovou um plano para impor pedágios às embarcações que passam pelo estreito e reforçar o papel soberano do Irã sobre a via marítima, o que o secretário de Estado americano Marco Rubio classificou como ilegal e inaceitável. Araghchi confirmou ainda que não há negociações formais em curso com Washington — apenas trocas de mensagens intermediadas por Steve Witkoff.

A posição do Irã coloca Omã no centro do impasse: o estreito é formado pela sobreposição das águas territoriais iranianas e omanenses, e os portos de águas profundas de Omã representavam uma rota alternativa para tanques de petróleo, até que ataques de drones danificaram instalações em Duqm e Salalah em março. Atualmente, cerca de 2.000 navios estão parados na região em meio ao bloqueio parcial imposto pelo Irã, enquanto o mundo aguarda uma saída diplomática para a maior crise energética desde os anos 1970.

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